O PROFETA DO SÉCULO XX
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INDEFINIDO a data
Tradução - GO
1 PREFÁCIO
É indubitavelmente certo o fato de que cada geração de genuínos cristãos, desde
o tempo dos apóstolos, tem querido apropriar para si as palavras ditas pelo
Senhor em Mateus 24:34: “Em verdade, em verdade vos digo, que não passará esta
geração sem que tudo isto se haja cumprido”.A esperança purificadora do retorno
de Jesus Cristo tem estado, sem dúvida, ardendo no coração de cada geração;
porém o atual retorno físico do Senhor Jesus, só poderá vir à última e final
geração. É crido pela vasta maioria dos cristãos que esta final e última geração
é a que atualmente estamos vivendo. Isto está baseado no fato de que certos
eventos proféticos, absolutamente necessários para Seu retorno, já se têm
cumprido em anos recentes. Não resta nenhum evento profético maior que possa
estar em processo ou que esteja por cumprir-se para precursar seu regresso. Só
nos resta um último suspiro de espera como foi nos dias de Noé que havendo
entrado à arca, o dilúvio ainda tardou sete dias mais.
Nenhum evento nos planos de Deus tem restado sem testemunho para esse iminente
sucesso. Nos dias do dilúvio, a arca foi um testemunho ante o olho humano,
enquanto Noé pregava ao povo. No tempo do Êxodo, Deus enviou a Moisés com
milagres e maravilhas e com a Palavra. Nos dias da Primeira Vinda de Jesus, ali
apareceu um tremendo e poderoso profeta com a Palavra. Nestes últimos dias, a
nós tem sido prometido um precursor para o grande evento de Sua Segunda Vinda.
Para isto é escrito este livrete: para relacionar a você com esses eventos e
também com o Mensageiro-profeta, quem, por certo, virá como precursor do
iminente retorno literal de nosso Senhor e Salvador, a quem tanto amamos e
desejamos ver quando Ele vier a tomar para Si um povo preparado.
Sendo que nunca tem havido um tempo na história bíblica, no qual as pessoas
hajam estado preparadas e desejosas de escutar o testemunho de Deus em relação a
eventos de grande importância que hajam estado por suceder é crido, com
abundante prova bíblica, que só uns poucos se darão realmente conta do
testemunho que Deus já tem dado e tem estabelecido como prova de Seu retorno.
Temos a esperança de que o leitor deste artigo se detenha por um momento e pense
em seu conteúdo, e peça a Deus iluminação e direção neste tempo tão difícil e
tão crítico.
L. Vayle (Autor)
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Quando este livro foi escrito pelo Dr. Lee Vayle, nosso irmão Branham ainda não
havia partido para o Senhor, o que sucedeu em 24 de Dezembro de 1965; portanto o
livro está escrito no tempo presente, como se o irmão Branham ainda estivesse
vivo corporalmente.
Mesmo quando esta tradução tem sido feita vários anos depois da morte do irmão
Branham, temos preferido deixar os verbos na mesma forma em que o livro foi
escrito originalmente, com o fim de que a tradução seja a mais exata possível ao
original.
CAPÍTULO I
FIXANDO AS ERAS DA IGREJA HISTORICAMENTE
Nas escrituras claramente está indicado que Deus tem designado um tempo limitado
no qual Ele trata fielmente com os Gentios para a salvação. Durante este período
de tempo Deus chama a um povo para Seu Nome. Para fazer isto, Ele se volta de
Israel como nação e chama ao arrependido individualmente aos predestinados de
cada reino, tribo e nação. Estas asseverações são corretas em todos os seus
detalhes.
“E, ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e
glorificaram a Deus, dizendo: Na verdade até aos gentios deu Deus o
arrependimento para a vida”.Atos 11: 18
“E, havendo-se eles calado, tomou Tiago a palavra, dizendo: Varões irmãos,
ouvi-me”:
Simão relatou como primeiramente Deus visitou os gentios, para tomar um deles um
povo para o seu nome.
E com isto concordam as palavras dos profetas; como está escrito:
Depois disto voltarei, e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído,
levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo.
Para que o resto dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios, sobre os quais
o meu nome é invocado, diz o Senhor, que faz todas as coisas.
Que são conhecidas desde toda a eternidade”.
Atos 15: 13-18
2 Este período no qual Deus está tirando um
povo dentre os gentios é conhecido como “A Plenitude dos Gentios”. Romanos 11:25
“Porque não quero irmãos que ignoreis este segredo, para que não presumais de
vós mesmos, que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude
dos gentios haja entrado”.Terminará quando o último membro dos eleitos houver
entrado.
“Pois que? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e
os outros foram endurecidos.
Como está escrito: Deus lhes deu espírito de profundo sono: olhos para não
verem, e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje.
E Davi diz: Torne-se-lhes a sua mesa em laço, e em armadilha, e em tropeção, por
sua retribuição;
Escureçam-se-lhes os olhos para não verem, e encurvem-se-lhes continuamente as
costas.
Digo pois: Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua
queda veio a salvação aos gentios, para os incitar à emulação.
E, se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos
gentios, quanto mais a sua plenitude!” Romanos 11: 7-12
3 “A Plenitude dos Gentios” é a parte maior
de outro bem conhecido período de tempo que está terminando agora mesmo e o qual
é conhecido como os “Tempos dos Gentios.” Lucas 21: 24: “E cairão ao fio da
espada, e para todas as nações serão levados cativos: até que os tempos dos
gentios se completem. Deve se notar imediatamente que este dois períodos correm
juntos, porém que um é político, enquanto que o outro é espiritual. Os Tempos
dos Gentios é o período de tempo político referente ao domínio gentio sobre
Israel. Começou quando Nabucodonozor levou cativo a Israel e terminará quando
Deus restaurar a Israel como domínio mundial.
“Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos, e de loucura
os que montam neles; e sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos; e ferirei de
cegueira a todos os cavalos dos povos.
Então os chefes de Judá dirão no seu coração: A minha força são os habitantes de
Jerusalém e o Senhor dos Exércitos, seu Deus.
Naquele dia porei os chefes de Judá como uma brasa ardente debaixo da lenha, e
como um facho entre gavelas; e à direita e à esquerda, consumirão a todos os
povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo
em Jerusalém.
E o Senhor primeiramente salvará as tendas de Judá, para que a glória da casa de
Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada acima de Judá.
Naquele dia o Senhor amparará os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles
tropeçar naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o
anjo do Senhor diante deles.
E acontecerá, naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem
contra Jerusalém;
E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o
Espírito da graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e o
prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele,
como se chora amargamente pelo primogénito.” Zacarias 12: 4-10.
4 Esta restauração introduzirá o milênio. A
Plenitude dos Gentios é a época espiritual dos gentios, na qual notamos que
Israel é cegado enquanto que, por outro lado, luz aparece aos gentios. Este
período terminará quando Cristo vier por Sua Noiva gentia.
5 A Plenitude dos Gentios indicada por
Paulo em Romanos se identifica em Apocalipse como as Eras da Igreja; são uma e a
mesma coisa. A prova disto se encontra em Apocalipse capítulo dois e três; ali
está o Espírito falando aos mensageiros das sete igrejas da Ásia Menor. Começa
com o mensageiro da igreja de Éfeso e termina com o mensageiro à igreja de
Laodicéia. Estas são igrejas gentias. Em nenhum momento o Espírito fala à igreja
em Jerusalém, a qual é uma igreja judia. Se Ele houvesse estado se dirigindo à
igreja gentia como à igreja judia, Ele devia, por necessidade, falar à igreja em
Jerusalém; mas não foi assim. O grupo da igreja original é deixado fora. Isso é
exatamente como devia ser. Deus tem deixado de tratar com os judeus; uns poucos
judeus virão por eleição Divina, mas não muitos; estes pertencerão à época dos
gentios. Veja a perfeição disto no tipo de José encontrar-se com seus irmãos no
Egito. José [tipo perfeito de Cristo] tem sido traído por seus irmãos no Egito.
Agora no Egito eles estão diante dele. Têm muito medo; porém ele amorosamente
lhes cumprimenta. Sem dúvida, a noiva gentia de José não está ali quando seus
irmãos se encontram com José; ela está escondida no palácio. Pela mesma foram
sucederá quando Cristo se apresenta ante seus irmãos; eles verão suas feridas e
terão muito temor; ele sem dúvida, tratará com eles em amor; porém a noiva
gentia não está com Ele; ela está no palácio, porque o tempo de Deus tratar com
os gentios já tem terminado.
6 Agora, não é uma tarefa fácil ou vulgar
fixar com certeza as sete eras da igreja quanto às suas datas, duração,
mensageiros e outras características pertinentes. Quem poderia declarar-se
arbitrariamente com autoridade para fazê-lo? Certamente não o faria o que
escreve. Porém qualquer estudante das Escrituras sabe que certa combinação
poderia mui efetivamente fazer este trabalho. Essa combinação é um estudo
escriturístico da história junto com a revelação Divina. Ninguém poderia negar
que certas destas eras já têm passado à história; porém, como Cristo ainda não
tem levado Sua Noiva a Seu lar celestial, é evidente que temos que estar numa
das eras ainda existentes. As eras que têm passado se verificarão através de um
estudo da Escritura à luz da história (assim é como temos investigado muito
sobre as profecias de Daniel).
7 A era imediata e suas características se
encontrará por revelação Divina. Isto é necessário que seja assim para que a
igreja possa saber até onde tem chegado. Não poderíamos esperar que a igreja
fosse em alguma maneira ajudada, se toda sua informação fosse tirada somente da
história. Se isto fosse assim, a igreja nunca chegaria a saber o que está
sucedendo no presente, pois teria que esperar que o presente se convertesse em
história para logo saber o que sucedeu. Porém não é assim. De modo que com a
combinação perfeita da história, Escritura e revelação Divina, podemos com
segurança saber a verdade sobre as sete eras da igreja. O que vamos fazer agora
é revisar as eras à luz da história e averiguar onde estamos, e então implorar a
Deus que envie Seu profeta para que revele a Escritura com relação a esta era;
para que assim a igreja saiba e cumpra todo o conselho Divino.
8 Porém para começar, devíamos saber com
toda segurança e através da própria Escritura, qual foi a primeira era e quem
foi seu mensageiro. A primeira era foi sem lugar à dúvidas, Éfeso, e seu
mensageiro foi o apóstolo Paulo, o apóstolo dos gentios. Foi por meio de Paulo
que chegou aos gentios a revelação completa de Deus. Sua revelação com relação
aos gentios foi mais abundante do que aquela recebida por Pedro e pelos demais
apóstolos.
“E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro
tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que
pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram;
Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava
confiado, como a Pedro o da circuncisão,
(Porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão
esse operou também em mim com eficácia para com os gentios), “Gálatas 2 :6-8.
9 Paulo foi tanto o mensageiro como o
pastor da igreja de Éfeso, já que ele foi quem a fundou e cuidou dela. Não
podemos fixar uma data exata de quando terminou esta era. Não há necessidade de
uma data exata já que as eras como todos os demais períodos de tempos de Deus
parecem sobrepor-se; porém não durou muito porque o poder de Deus havia se
diminuído bastante devido à incredulidade, ainda nos primeiros anos. Julgando
pelo evidente declínio no poder de Deus, esta era não durou por mais de 170 A.D.
10 Seguindo adiante para fixar as eras da
igreja fazendo referência tanto à Escritura como à história, examinemos
Apocalipse 3: 1-6. Isto se diz à igreja de Sardes na quinta era. A chave aqui se
encontra no verso dois: “Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para
morrer;”. Não havia forças na Idade das Trevas; exceto num rebanho mui pequeno e
mui espalhado por certo, não havia sinal forte de verdadeiro cristianismo. Porém
de repente aparece Lutero, e com êxito prega a justificação, e a luz começa a
brilhar. Depois de centenas de anos aparece a primeira luz, indicando assim, que
esta era a Era da Reforma, da qual, sem dúvidas, Lutero foi o mensageiro. Dele é
dito na história de Sauer: “O Dr. Martinho Lutero foi um profeta, evangelista,
com o dom de línguas e interpretação, tudo em uma só pessoa, dotado com todos os
dons do Espírito.” É bem sabido que esta era existiu desde o ano 1550 até o ano
1750.
11 Já com a quinta era fixada, não seria
mui difícil seguir adiante e fixar a sexta, a era de Filadélfia. [Apocalipse 3:
7-13]. O mensageiro da era dourada do amor fraternal foi, sem dúvida, Wesley.
Esta foi a era da porta aberta para as missões, grandes mestres na Escritura,
tremendos avivamentos. O Espírito se manifestou mais nesta era que na quinta.
Deus estava verdadeiramente dando luz, vida e bênção. Esta era durou, desde o
ano 1750 até à entrada do século vinte.
12 Voltando atrás e deixando a sétima era
para considerá-la mais tarde, é certamente fácil fixar o tempo da quarta era.
Esta se encontra em Apocalipse 2: 18-29. Aqui está a era que conheceu as coisas
profundas de Satanás [versículo 24]. A mais escura de todas as eras até esta
data. Pouca Palavra, pouco poder. O homem havia usurpado a posição e autoridade
de Deus. A avareza de Roma havia condenado tantas almas que não podiam se
contar; e no nome de Deus, eles blasfemaram o próprio nome e a Palavra de Deus.
Esta era durou desde o início do sexto século até meados do sétimo. Esta foi a
Era de Tiatira, e seu mensageiro se diz que foi Columba, porque ele demonstrou
possuir em sua vida aquilo que mais se parecia ao poder e a glória que tiveram
os crentes do primeiro século; e sempre este tem sido o critério, e o será.
13 A próxima era que podemos fixar
facilmente é a terceira. Apocalipse 2: 12-17; fala ao mensageiro da igreja de
Pérgamo. Porém Pérgamo é onde está o trono de Satanás. Aqui é quando a religião
própria de Satanás [antiga religião da Babilônia] faz sua entrada triunfal. Esta
religião que vai contra a Palavra de Deus desde o tempo de Caím, agora, depois
do concílio de Nicéia, invade a igreja nominal e introduz ritos pagãos, dias
festivos, etc. Aqui não temos problema algum quanto a fixar as datas, por que
isto sucedeu como resultado do Concílio de Nicéia, celebrado cerca do ano 325
A.D. e antes das Eras das Trevas, as quais forçosamente deviam seguir tal
perfídia. Durou do quarto século até o princípio do sétimo. Seu mensageiro,
buscando-o na mesma base em que tratamos de localizar os vários crentes, foi,
sem dúvida, Martin. Pelo processo de eliminação, a gente vê facilmente a segunda
era [Apocalipse 2: 8-11], a qual é chamada a era Esmirna, durou desde o ano 200
ao 300 A.D. Nenhum homem defendeu a verdade com mais capacidade ou creu em Deus
tão fielmente ou manifestou ou Espírito de Deus mais abundantemente que Irineu.
Ele estava bem qualificado para ser o mensageiro desse era.
14 Isto finalmente nos traz à era que temos
reservado para o último, porque em verdade é a última era. Sendo esta a última
era, deve sem dúvida, ser a mais interessante e a mais importante porque é nesta
última era que culmina tanto a obra de Deus como a do diabo. Esta é sem dúvida a
culminação de ambas as obras que tiveram seus começos no primeiro século. Quem
será o mensageiro que Deus haverá reservado para tão tremenda era? Quem
preencherá os requisitos? Que sinais trará? Quem é? Onde está? Como se chama?
Todas estas são perguntas que sem sombra de dúvidas acusam nossa mente. Esta
como as demais, também têm um mensageiro como o indica na Escritura. Que estamos
nesta era de Laodicéia, é algo que não pode refutar-se. É ao final desta era que
Israel deve tornar-se uma nação e não mais ser pisada pelos Gentios. Hoje,
Israel é uma nação. Tem seu próprio governo e todo o que concerne quanto a ser
uma nação completa. Os tempos dos gentios estão já terminados; assim sendo a
plenitude dos Gentios está já terminada. O relógio de Deus já marca meia noite
para os Gentios que é quando vem o Noivo. Esta é a era de Laodicéia e de acordo
com a Palavra de Deus, esta era tem ambas as coisas, um mensageiro e uma
mensagem antes que conclua.
15 Aqui só temos tratado ligeiramente sobre
as sete eras da igreja. O livro chamado, “As Sete Eras da Igreja” trata
abundantemente sobre o tema em forma completa; aqui, sem dúvida, estamos
estabelecendo provas menores como fundamento para nosso tema principal, o qual
tem a ver com o mensageiro e não com as eras em si.
CAPÍTULO II
UM MENSAGEIRO ESCRITURÍSTICO
16 Qualquer estudante cuidadoso das
Escrituras deve admitir que nós sabemos quem foi o mensageiro da primeira era da
igreja: Foi Paulo. Paulo foi quem trouxe a Palavra do Senhor direta de Deus ao
povo. Ele foi um apóstolo porque trouxe a Palavra de Deus às pessoas. Essa foi
sua vindicação. Gálatas 1: 12 “Porque não o recebi, nem o aprendi de homem
algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.” Ele de contínuo se chama a si mesmo
um “apóstolo” ou “enviado”. Escriturísticamente falando, havíamos encontrado
impossibilidade em designar quem foram os mensageiros das eras da igreja, exceto
através de um cuidadoso estudo da história.
17 Porém meditemos por um momento. Há uma
passagem obscura em Apocalipse na qual se faz referência ao mensageiro de
Laodicéia. Deus nos tem permitido saber, sem lugar para nenhuma dúvida, quem foi
o mensageiro da primeira era da igreja, e sem dúvida também nos permitirá saber
quem é o mensageiro desta última era. Paulo foi vindicado com um tremendo e
infalivel ministério dado pelo Espírito.
“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não
fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha palavra, e a minha pregação, não consistiu em palavras persuasivas de
sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder,
Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de
Deus.”
I Coríntios 2: 1-5
18 De igual maneira, nesta última era, este
mensageiro do qual Deus fala, deve ter, e por certo terá, um ministério do qual
Deus fala, deve ter, e por certo terá, um ministério completamente vindicado
pela Palavra e na Virtude do Espírito como o teve Paulo, ou do contrário, não o
poderíamos reconhecer.
19 Este mensageiro está anunciado em
Apocalipse 10: 7: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua
trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus
servos.” Este versículo não se refere a um anjo celestial tocando uma trombeta,
mas ao mensageiro [um homem] da Era de Laodicéia, que nos trará a Palavra de
Deus. A prova disto encontramos em Apocalipse 9: 13 e Apocalipse 11: 15. Aqui
estão os trombeteiros celestiais.
“E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas
do altar de ouro, que estava diante de Deus.” Apocalipse 9: 13.
“E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam:
Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará
para todo sempre.” Apocalipse 11: 15
20 Note os terríveis juizos que vêm sobre a
terra ao soar a sexta trombeta. Note também que ao soar a sétima trombeta, o
Senhor aparece tomando os reinos do mundo que lhe pertencem.
21 Porém em Apocalipse 10: 7, o mensageiro
toca a trombeta, e o soar de sua trombeta tem que ver com a revelação dos
mistérios de Deus à igreja. Note também que em Apocalipse 10: 1-6 não vemos ao
Senhor Jesus tomando um trono, mas o vemos de pé sobre a terra com sua cabeça no
céu.
“E vi outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da
sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés
como colunas de fogo;
E tinha na sua mão um livrinho aberto, e pôs o seu pé direito sobre o mar, e o
esquerdo sobre a terra;
E clamou com grande voz, como quando brama o leão; e, havendo clamado, os sete
trovões fizeram soar as suas vozes.
E sendo ouvidas dos sete trovões as suas vozes, eu ia escrevê-las, e ouvi uma
voz do céu que me dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.
E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão ao céu,
E jurou aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há,
e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora.
Apocalipse 10: 1-6
Isto é exatamente o que Estêvão disse em Atos 7: 47-51:
“E Salomão lhe edificou casa;
Mas o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos de homens, como diz o
profeta:
O céu é o meu trono, e a terra o estrado de meus pés. Que casa me edificareis?
diz o Senhor: Ou qual é o lugar do meu repouso?
Porventura não fez a minha mão todas estas coisas?
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvidos; vós sempre resistís
ao Espírito Santo; assim vós sois como vosso pais.” Atos 7: 47-51.
22 Este é um quadro de Jesus formando sua
igreja na terra. Isto foi o que disse Estêvão referindo-se a Jesus de pé sobre a
terra [estrado de meus pés] com Sua cabeça no céu [trono]. Todavia Ele segue
chamando a seu povo a si mesmo, porém não por muito tempo. Ele é um mensageiro,
e por quanto é o último, é o sétimo mensageiro. Ele então é o mensageiro à era
de Laodicéia, e sem dúvida que lhe conheceremos e lhe ouviremos tão atentamente
como o fizeram os Efésios a seu mensageiro, a Paulo.
23 Devemos começar agora a buscar deste
mensageiro. Só há uma foram de fazê-lo: Estudando as Escrituras e vendo o que é
que ela requer deste Mensageiro. Quando este homem aparecer, totalmente
vindicado pela Palavra de Deus, então teremos nosso Mensageiro. Assim simples
será. Não obstante, devemos recordar que é na simplicidade onde muitas vezes
falhamos tal como fizeram os judeus ao desconhecer a João como o Mensageiro, e a
Jesus como o Messias.
24 Sendo que a verdade acerca deste
Mensageiro à era de Laodicéia a encontramos em Apocalipse 10, estudaremos esta
porção como uma das Escrituras chaves que revelam sua identidade. De acordo com
os versículos 1 a 3, uma parte do livro de Apocalipse não está escrita, porque
João ouviu as vozes porém lhe foi proibido escrever o que ouviu.
“E vi outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da
sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés
como colunas de fogo. E tinha na sua mão um livrinho aberto e pôs o seu pé
direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra.
E clamou com grande voz, como quando brama o leão; e, havendo chamado, os sete
trovões fizeram soar as suas vozes.” Apocalipse 10: 1-3
25 Os estudantes da Bíblia admitem que
chegará o tempo quando o conteúdo destes trovões será revelado. São ainda um
mistério para nós. Porém em Apocalipse 10: 7 diz que todos os mistérios serão
consumados ao final da plenitude dos gentios. Esse é o nosso dia; portanto, será
nesta era quando voltaremos a ouvir os trovões, mas desta vez serão revelados.
26 Porém sendo que a Palavra do Senhor, só
vem ao profeta, nos revela isto uma verdade mui evidente declarada em Apocalipse
10: 7, onde diz: “como ele o tem anunciado a seus servos, os profetas.” Isto
declara que o sétimo mensageiro será um profeta tal como o foi Paulo. Este homem
para poder receber a Palavra de Deus e revelá-la, terá que ser um profeta. Se
para revelar as palavras escritas da revelação de Daniel é necessário que venha
um profeta; quanto mais se necessitará de um profeta para revelar as palavras
não escritas de João.
27 Para esclarecer um pouco mais este
pensamento, vamos ver este versículo de outra forma. Repassemos os versículos 3
e 4 de Apocalipse:
“E clamou com grande voz, como quando brama o leão; e, havendo clamado, os sete
trovões fizeram soar as suas vozes.
E, sendo ouvidas dos sete trovões as suas vozes, eu ia escrevê-las, e ouvi uma
voz do céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.”
Apocalipse 10: 3-4.
28 Aqui há um grande mistério. A revelação
deve estar completa, porém nós temos sido privados de saber o que foi dito. Nós
sabemos que chegará o tempo quando saberemos o que foi dito. Isso será no tempo
do fim. Agora, nos perguntamos, quem será aquela pessoa que receberá estes
mistérios de Deus? Será o Papa, ou o Patriarca, ou o Presidente do Concílio
Mundial de Igrejas? Será o presidente de alguma denominação? A resposta é, não!
29 Sendo que Deus não muda como diz a
Escritura: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente;” porconseguinte,
só há uma forma de Deus revelar Sua Palavra. Em Amós 3: 7 diz: “Certamente o
Senhor Jeová não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segrêdo aos seus
servos, os profetas.” Isto é exatamente o que diz em Apocalipse 10: 7: “seus
servos os profetas.” Portanto, este Mensageiro à última era, será um profeta.
Será um Profeta Mensageiro para poder revelar os mistérios que têm estado
encobertos a nós.
30 Porém, não diz em Apocalipse 28: 18: “Se
alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que
estão escritas neste livro”? Como pode então um homem acrescentar a este livro?
Não há dúvida que se ele ouve as vozes dos trovões e as escreve, certamente
estaria acrescentando a este livro; porém não é assim; porque as vozes dos
trovões são sete, e porquanto nada se pode acrescentar, está claro que o que
dizem os trovões, está já contido na Escritura porém tem permitido como sete
mistérios para nós através das eras. Isto é exatamente o que quer dizer. Não é
certo que o profeta revela e aplica a Palavra ao povo? Assim sendo virá um
Profeta-Mensageiro para revelar e terminar os mistérios da Palavra. E sendo que
é a Palavra a que dá vida, força e entendimento, esta revelação final fará com
que o povo crente esteja preparado para encontrar-se com seu Senhor.
31 Agora, creio, deveríamos abordar as
Escrituras que nos indicam quais são os sinais de um profeta. Também deveríamos
determinar pelas Escrituras que sinais ou manifestações específicas manifestará
este profeta à Era de Laodicéia. Seria bom examinar quais são estes sinais de
profeta à Luz das Escrituras: Elas se encontram irrevogavelmente escritas em
Deuteronômio 13: 1-5, e Deuteronômio 18: 20-22:
“Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de tí, e te der um
sinal ou prodígio,
E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após
outros deuses, que não conhecestes e sirvamos-lhes.
Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o
Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com todo o
vosso coração, e com toda a vossa alma.
Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos
guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis.
E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá pois falou rebeldia contra o
Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa de
servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o Senhor teu Deus, para
andares nele; assim tirarás o mal do meio de tí.” Deuteronômio 13: 1-5.
“Porém o profeta que presumir soberbamente de falar alguma palavra em meu nome
que eu lhe não tenho mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, o
tal profeta morrerá.
E, se disseres no coração: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?
Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem
suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou o tal
profeta, não tenhas temor dele.” Deuteronômio 18: 20-22
32 Através destes versículos podemos notar
que Deus tem capacitado a certos homens no mundo com a habilidade de ver
antecipadamente os sucessos que vão acontecer no futuro e também de revelar o
que está oculto no presente. Agora, é sabido de todos que é absolutamente
impossível para um homem saber, a ciência exata, do que descansa no futuro, a
menos que o tal esteja operando com um poder que possa fazer com que sua
predição chegue a suceder. Também sabemos que nenhum homem pode de sí mesmo
operar milagres que estão fora das possibilidades do gênero humano, a menos que
ele esteja em íntimo contato com alguma força que faça com que o que ele diga
chegue a suceder.
33 Porém esta habilidade pode ser comum a
dois grupos de pessoas: Aqueles que são de Deus, e aqueles que são do diabo. Um
bom exemplo disto o podemos encontrar em Moisés realizando grandes sinais
sobrenaturais através do poder da fé em Deus, e os magos do Egito duplicando os
milagres por meio da habilidade satânica. Poderíamos dizer sem medo de errar que
Deus tem Seus Profetas, e Satanás também tem os seus. Porém, por favor, note
cuidadosamente a Escritura que acabamos de citar em Deuteronômio 13 e 18. O
profeta que é genuínamente de Deus guiará e manterá ao povo de Deus fiel à
Palavra; porém o falso profeta, guiará ao povo fora da Palavra.
34 Hoje podemos fazer a mesma prova. O
verdadeiro Profeta será um homem da Palavra, e insistirá em que todo homem faça
da Palavra seu critério. Ele guiará ao homem a Cristo. Sua vida será um vivo
exemplo quanto a que se refere a obediência; e seus motivos serão puros. Ele não
tratará de tirar benefício material de seus dons espirituais, mas sempre tem de
ensinar a Cristo ao povo, e o levará a uma experiência mais profunda com Ele.
Ele sempre tem de exaltar ao Senhor Jesus; e a meiga visão de Cristo que ele
apresentará ao povo, nunca será ofuscada por nenhuma ação do Profeta. Isto, sem
dúvida, será assim; porque o espírito de profecia é realmente o Espírito de
Cristo.
35 Uma boa ilustração do que estamos
tratando de dizer, o podemos ver claramente em dois homens. Ambos foram
profetas: Moisés e Balaão. Vejamos a Moisés quem está disposto a dar sua vida e
seu tudo por causa da glória eterna do Senhor e do bem eterno dos que ele
lidera. Aqui temos a um homem clamando contra o pecado, defendendo e lutando por
seu povo, e dando a honra ao Senhor. Ele é um que pode dizer: “Tenho eu pedido
coisa alguma a vocês? Lhes tenho mentido alguma vez? Quando tenho profetizado
não se tem cumprido o que tenho dito? Os tenho guiado mal alguma vez, ou tenho
recusado alguma vez dizer-lhes tudo o que Deus me tem dito? Não lhes tenho
guiado sempre a Deus, buscando sempre o bem-estar de vocês? Não tenho sido eu
fiel a Deus e a vocês?”
36 Porém Balaão jamais podia dizer
semelhante coisa. Em seu afã por conseguir dinheiro, pouco faltou para que se
quebrasse uma perna quando a jumenta o espremeu contra a parede. Em sua cega
cobiça pelo dinheiro tratou de negociar com os dons que Deus lhe havia dado. E
quando se viu sem suficiente poder ou autoridade para fazer dano a Israel,
cocebeu um plano para destruí-los. Este plano não foi outro senão o de induzir a
Israel a fornicar com as Moabitas em Baal-Peor. Isto era cem por cento contrário
à Palavra de Deus. Ele tratou de apartar ao povo de Deus. Este homem era um
amante de sí mesmo, e um destruidor.
37 Porém a um verdadeiro profeta o vemos
retratado através das Escrituras como um servo, um que estima e busca o bem de
outros acima do seu próprio. Jamais tratará de cair nas boas graças das
autoridades, nem com pessoa alguma. Ele fala e guarda a Palavra de Deus. Sua
devoção a Deus é em e através da Palavra; a qual ele pessoalmente demonstra em
seu ministério e em sua conduta.
38 Pelo que já sabemos nos convém fugir do
poder que vem de ou através de pessoas de coração mau e de má conduta. Fuja das
palavras daqueles que ainda que sua pregação seja mui persuasiva, passam, por
alto a Palavra de Deus, ou de alguma forma rejeitam a mensagem que Deus nos tem
enviado para nosso bem-estar espiritual.
39 Seria bom recordar que os dois Simões
estão ainda conosco hoje: Simão Pedro e Simão o mágico. Está o grande servo de
Deus, e o outro que não tem parte nem sorte com Deus. Sempre têm havido duas
classes de homens ou duas classes de grupos que demonstram poder; porém um tem
uma fonte errada de onde tira o poder. O espírito do anticristo está aqui tal
como o Espírito de Cristo. O espírito do antecristo nos profetas de Satanás é
tão parecido ao verdadeiro Espírito de Deus, que só o verdadeiro eleito poderá
escapar de semelhante engano.
“E, se aqueles dias não fossem abreviados nenhuma carne se salvaria; mas por
causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis
crédito.
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e
prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mateus 24:
22-24.
40 Estes eleitos genuínos permanecem fiéis
à Palavra. Quando estes eleitos vêem ao Profeta e seus atos de poder, e notam
que ele sempre permanece com a Palavra e nunca se aparta dela, imediatamente
eles sabem que ele é de Deus, e o aceitam. Tudo quanto faz e diz o Profeta, lhes
faz aproximar mais Àquele que logo vem. Eles não buscarão nenhuma outra
vindicação; esta é a vindicação.
41 Examinemos o que diz a Escritura
concernente ao que haverá de ser o ministério deste Profeta-Mensageiro à era de
Laodicéia. Ele é ambas as coisas: Mensageiro e Profeta. Realmente ele é o
mensageiro à era; ele tem uma mensagem a dar; porém seria mui difícil que ele
aparecesse em cena como Mensageiro e fosse recebido como tal, sem ser um profeta
a quem vem a Palavra do Senhor e com quem está o poder de Deus. O ofício de
Profeta o faz apto para ser chamado o Mensageiro.
42 Assim foi nos tempos de João Batista.
Jesus disse: “que saíste a ver? Um profeta? Vos digo, mais que um profeta.
Porque este é de quem está escrito, “Eis que envio meu mensageiro diante de
mim.” Este mensageiro que procederia a primeira vinda de Cristo, foi profetizado
na Escritura, porém não foi chamado por seu nome. Crê você que o Mensageiro à
Era de Laodicéia quem será o precursor da Segunda Vinda de Cristo [da qual falam
as Escrituras que será um acontecimento maior que a Primeira Vinda], não se
haverá de encontrar nas páginas na Bíblia?
43 Sem dúvida que sim; e ele também terá o
ofício de Profeta, o qual vindicará sua posição como Mensageiro a esta era; e
isto é exatamente o que Apocalipse 10: 7 diz:
“Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o
segrêdo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.” Apocalipse 10: 7.
44 Nenhuma outra era registra semelhantes
palavras para seu mensageiro. Das demais eras nada se diz em relação a ter um
profeta mensageiro, mas só da Primeira e da última era. As demais eras tiveram
mensageiros; porém não profetas. Eles foram reformadores. Todos tiveram alguma
luz sobre uma parte da Escritura; porém nenhum destes cinco mensageiros tiveram
um “Assim Diz O Senhor” como o teve o apóstolo Paulo.
45 Agora, nestes últimos dias quando os
mistérios de Deus serão consumados, teremos, um mensageiro que será Profeta, e o
“Assim Diz O Senhor” estará novamente conosco, como esteve com o apóstolo Paulo.
Este Profeta-Mensageiro deve estar entre nós nestes momentos já que Israel tem
regressado a sua terra; os tempos dos gentios logo haverão terminado, portanto,
a Plenitude também estará por concluir. Por conseguinte, este poderoso
Profeta-Mensageiro deve estar em algum lugar agora mesmo.
46 Nos perguntamos então, como vamos lhe
reconhecer? Talvez isto não seja fácil de descobrir devido ao complexo de nossa
forma de pensar, e devido a que estamos tão arraigados nas idéias já
estabelecidas quanto a como ele deve aparecer, e a que se parecerá, como falará
e como há de atuar. Porém se tão somente pudéssemos considerar o Mensageiro de
Sua primeira Vinda, isto sem dúvida, nos ajudaria a encontrar o Mensageiro de
Sua Segunda Vinda.
47 João veio separado de toda escola
Teológica. Ele não foi um sacerdote mesmo quando por nascimento deveria ser; não
pertenceu aos fariseus nem tão pouco aos saduceus; tão pouco se nos diz que ele
pertencesse aos essênios. Ele não foi educado por homem algum no religioso nem
no secular; sem dúvida, foi cheio do Espírito desde o ventre de sua mãe, e o
mesmo Espírito que o ungiu, esse mesmo Espírito o instruiu. Seus objetivos eram
tão diferentes aos daqueles que lhe rodeavam que não somente foi mal entendido,
mas violentamente repudiado. Se mesmo seus próprios discípulos não o entenderam,
quanto mais aqueles grupos religiosos que vinham interrogar-lhe. Sua aparição,
suas ações e sua pregação, causaram mais confusão que aparente iluminação.
Parecia mais estar contra as pessoas, que a favor delas. Em todos os campos da
vida, exceto no espiritual, ele era absolutamente um não conformista. Ele foi um
homem duvidoso e repudiado, exceto por um pequeno grupo escolhido de seus dias.
Então nos perguntamos, não é mais que provável que o Mensageiro que haverá de
precursar a Segunda Vinda de Cristo será um homem igual no mínimo detalhe ao
primeiro precursor? Sem dúvida que temos que dar todo crédito à história bíblica
quando se nos mostra claramente que todo Profeta Maior e mensageiro de Deus foi
mal entendido e finalmente rejeitado por todos, exceto por uma minoria, em quem
morava o mesmo Espírito de Deus.
48 Um cuidadoso estudo da condição espiritual dos últimos dias, ou da Igreja de
Laodicéia, nos dará muita luz no que diz respeito à classe de pessoa que será
este mensageiro.
“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a
testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente: oxalá foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes
que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.
Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e
vestidos brancos, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e
que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-se. Eis
que estou a porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu
vencí, e me assentei com meu Pai no seu trono.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Apocalipse 3: 14-22
49 De acôrdo ao que podemos ver neste passagem, a condição da última era da
igreja é a mais deplorável de todas, e sua vergonha e confusão conclui em
tremenda apostasia, como o podemos ver em Apocalipse 3: 20:
“Eis que estou à porta, e bato: se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta,
entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”
50 O mesmo Senhor Jesus Cristo tem sido expulso de sua própria igreja. Agora,
Ele está fora tratando de conseguir entrada. Note aqui também que o chamado que
agora Ele está fazendo é individual e não coletivo: “se alguém ouvir a minha
voz.” Esta não é uma interpretação inventada, mas a verdade nua, sem nenhuma
classe de rodeios, porque o versículo 22 diz: “aquele que tem ouvidos ouça o que
o Espírito diz.” Este versículo vinte tem sido tão usado aplicando-se aos
pecadores que já temos perdido o verdadeiro significado; porém é o Espírito de
Deus deixando saber antecipadamente qual seria a condição da igreja de Laodicéia.
Finalmente ela se converte numa igreja sem Cristo.
51 Agora, não vá se confundir. A razão pela qual temos falhado em ver esta
verdade, tem sido devido a que temos falhado também em ler a Palavra tal como
está escrita. Leia novamente Apocalipse 2 e 3. Note que em cada Era o Espírito
está falando àqueles que são verdadeiros cristãos e também aos que pretendem ser
ou que se chamam cristãos. Por um lado Ele os fustiga por seu tremendo pecado, e
por outro lado os louva por sua piedade, fé, sofrimentos, entendimentos, etc.
Com pode ser isto? A resposta é simples.
52 Todo Israel não é Israel. Israel quer dizer: “Príncipe com Deus”. Multidões
levaram este nome naquele tempo tal como no tempo de Elias, porém isso não os
fazia verdadeiros Israelitas. Naquele tempo talvez pudessem haver cinco milhões
de Israelitas segunda a carne, porém só haviam sete mil verdadeiros Israelitas
que não dobraram seus joelhos a Baal. Hoje temos a mesma situação de ontem.
53 O pescador sai a pescar e lança suas redes. Nas redes entram toda classe de
peixes. Ele colhe enguias, serpentes, tartarugas, caranguejos, lagostas,
camarões, rãs, etc., porém também entram peixes. Um pastor tem um rebanho no
qual há tanto ovelhas como cabritos. O agricultor tem um campo no qual há trigo
e joio. Desta maneira simples, podemos ver que todos os que levam o nome de
“cristãos”, ainda quando se qualificam pelo simples fato de crerem no nascimento
virginal, no sacrifício expiatório, no batismo do Espírito, etc., não são
somente nascidos da Palavra, nem cristãos cheios do Espírito.
54 Hoje em dia nós temos cristãos de segunda, quarta, quinta, e até décima
geração; porém Deus não tem netos, só tem filhos. Portanto, a igreja hoje é
cristã na carne, tal como foi Israel, porém a igreja que é verdadeiramente o
Corpo de Jesus Cristo é somente uma parte dessa enorme multidão, e como os sete
mil do tempo de Elias, estes de agora são um povo espiritual. Porém assim como o
Israel de então pretendia falar como instrumento de Deus, e adorar-lhe e regular
a ordem do culto em seu dia, pela mesma forma, a igreja nominal de hoje,
pretende falar por Deus, pretende adorar-lhe e regular a adoração tal como é
sabido por nós.
55 A igreja de hoje é rica. Ela possui um vasto caudal em propriedades, em
mercadorias e em obrigações. Seus pastores têm fundos de aposentadorias
sustentados por milhões. Ela é rica em bens terrenos, porém ela tem sido ferida
tremendamente pela pobreza espiritual. Ela está tão distanciada de Deus no
espiritual que Deus a chama miserável, cega, nua, e ela não sabe. Que triste
condição!
56 Mesmo em semelhante apostasia, ela diz que fala como instrumento de Deus;
porém Deus lhe diz: “Tu não podes falar por mim, tu és morna. Tu já não podes
defender minha justiça mesmo quando reclamas crer nas verdades principais da
Bíblia. Portanto, tu já não podes ser meu instrumento; tenho te vomitado de
minha boca.”
57 Não só isto, mas o movimento religioso que temos hoje é tão terrível que
Jesus tem sido forçado a sair da igreja, pois a luz e as trevas jamais podem se
misturar. Os protestantes voltarão a se unirem com os Católicos Romanos através
do Movimento Ecumênico. Já o Patriarca e o Papa se têm confraternizado. A
América tem tido um Presidente Católico, e sem dúvida outros lhe seguirão.
58 Os líderes de ambos os grupos têm repudiado a Palavra de Deus e têm fabricado
seus próprios dogmas e credos como substituto, assim sendo as pessoas já não
vivem da Palavra de Deus. Com tudo isto e mesmo negando a Infalivel Palavra de
Deus, esta mesma gente se atreve a dizer que eles falam por Deus. Alguns vão um
pouco mais longe ao dizer que eles são os vigários de Cristo. Isto é sem dúvida
anticristo. Desta forma Cristo se vê obrigado a deixar que a igreja se vá à
bancarrota. Porém enquanto Ele sai da igreja, Ele tem algumas palavras que dizer
aos seus: “Sai dela, e não sejais participantes de seus pecados.”
“E ouví outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas
participantes dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.”
Apocalipse 18:4.
“Por isso, retirai-vos do meio deles, separei-vos, diz o Senhor; não toqueis em
coisas impuras; e eu vos receberei.” II Coríntios 6: 17.
Rejeitar a Palavra, é rejeitar a Cristo.
“No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
E aquele Verbo se fêz carne, e habitou entre nós [é vimos sua glória, glória
como do unigênito do Pai], cheio de graça e de verdade.” S. João 1: 1,14.
59 Quando Eva permitiu que Satanás mudasse uma só palavra ao mandamento de Deus,
ela abriu a porta à torrente de pecado e miséria que tem inundado a toda a
humanidade através de todos estes milhares de anos. A última palavra de Jesus à
igreja é esta admoestação: “Não tires nem acrescentes à Palavra, deixe-a tal
como está, e deixa-te levar por ela.” Porém a igreja não tem querido ouvir. Ela
a tem mudado, ajustando-a a seus caprichos. Agora mesmo há um comitê de
estudantes compostos de Judeus, Católicos e Protestantes revisando a Bíblia para
adaptá-la aos três grupos. Com razão o Dr. Billy Graham disse que se o Espírito
deixasse a igreja, ela seguiria fazendo noventa por cento do que está fazendo
sem dar-se conta que Ele a tem deixado.
60 E isso é correto, porque quando a Palavra é rejeitada, o Espírito também é
rejeitado, porque a Palavra e o Espírito são um. Você não pode ter a Deus
separado de sua Palavra; é impossível.
61 Agora, sendo esta a condição da igreja, que classe de homem será esse
Mensageiro que virá nesta era? Ele não pertencerá a nenhum grupo organizado.
Isso seria impossível uma vez que todas as organizações se unirão havendo sido
despojadas de Deus completamente. Ele não será de nenhum reputável grupo
religioso. Ele aparecerá só, sua posição será por Deus e com Deus.
62 Seu modo de vida, sua linguagem e sua forma de ser, tanto no espiritual como
no material, serão mui diferentes aos demais. Ele não aparentará ser a pessoa
própria para desempenhar este labor, tal como creram a respeito de João. Ele não
será popular. Na realidade, a popularidade que ganhar no começo de seu
ministério, a perderá quando começar a pregar a Palavra segundo lhe fôr revelada
do alto. Porém ele será o homem de Deus, e os eleitos lhe reconhecerão como têm
feito através das eras. O ministério deste homem abrirá os olhos dos eleitos,
porém por outro lado, fará com que os olhos daqueles que se têm endurecidos
sejam fechados e fiquem em densas trevas. Assim sucedeu nos tempos do Senhor
Jesus.
63 Se alguns tiveram uma medida de Luz e de Justiça em Seus dias, foram os
fariseus, porém quando eles começaram a interrogar, a duvidar e a rejeitar, de
repente toda sua luz se tornou em trevas, e ficaram em tais trevas ao ponto de
crucificarem a seu próprio Senhor. Porém, por outro lado [pois sempre há duas
faces em uma moeda] havia uma Samaritana de reputação duvidosa quem o viu no
poço. Ela ainda que sendo uma pecadora creu Nele, e suas trevas se converteram
em Luz, e por Sua graça ela viveu, enquanto os Fariseus pereceram. Escutai pois
a este Profeta-Mensageiro quando ele vier com a Palavra e não cerre ouvidos, não
seja que tua luz se torne em trevas, e o Espírito de Deus não fale mais a teu
coração.
COMO FOI NOS DIAS DE NOÉ
64 Havendo visto tudo isto, vamos um pouquinho mais adiante para encontrar que
tem a Escritura que dizer em relação a este mensageiro. Sendo que este
mensageiro tem que vir a nós antes do retôrno de Jesus, nos convém examinar esse
tempo à luz das Escrituras que se relacionam com sua vinda, e ver se podemos
encontrar alguma luz referente a este mensageiro. O próprio Jesus nos deu a
chave em Lucas 17: 26-30. As características de dois tempos específicos voltarão
a reaparecer no tempo do fim. Estas características são as que têm a ver com os
dias antes do dilúvio e os dias antes que Sodoma fôsse queimada.
“Assim como foi nos dias de Noé, será também nos dias do Filho do homem:
Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na
arca, e veio o dilúvio e destruiu a todos.
O mesmo aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, plantavam e edificavam;
Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a
todos.
Assim, será no dia em que o Filho do homem se manifestar.” Lucas 17: 26-30.
65 Ao ler estas palavras, necessitamos revelação para captar o verdadeiro
significado, já que segundo o que podemos ler, o único que nos dizem estas
Escrituras é que a condição mundial se iria tornando cada dia pior até chegar ao
ponto de converter-se como foi nos dias de Noé e nos dias de Ló. Isto é
completamente certo. Porém, que bem nos faria saber qual haveria de ser a
condição do mundo se não temos algo de Deus que nos possa ajudar a escapar dessa
hora? Ponha-o desta forma: Eis a revelação de qual haveria de ser a condição do
mundo. Agora bem, que tem isso a ver conosco? Como poderia o conhecimento desta
verdade ajudar aos escolhidos? Em que forma poderia esta profecia ajudar aos
escolhidos a saber qual seria o movimento de Deus a favor deles? Que sucedeu
naqueles dias que nos indique claramente o que haverá de suceder deste lado onde
estão os escolhidos? Como já é sabido sempre há dois lados.
66 Nos dias de Noé houve dois grupos: Os perversos que pereceram, e os justos
que escaparam. Nos dias de Ló houve três grupos: 1º Os moradores de Sodoma, 2º
Ló e sua família, 3º Abraão e sua família. Agora bem, se nossos dias têm de ser
um paralelo exato aos dias de Ló, então deveríamos nós buscar o que foi que
sucedeu no lado espiritual onde estava Abraão, porque sem lugar para dúvidas,
isso é o que nos convém saber, pois é sabendo isto que podemos ser ajudados
recebendo luz em nossos olhos espirituais para saber qual tem de ser o plano e o
movimento de Deus para este tempo.
67 Olhe os dias de Noé. Este não é um mero pregador de justiça, mas um Profeta;
porque a Palavra de Deus veio a ele e por ele para seu dia. Ele admoestou e
pregou. Ele construiu uma Arca. Isto em completa obediência ao conselho de Deus;
e por meio disso, ele e sete pessoas mais, foram salvos. O Espírito de Cristo
esteve neste homem.
68 Porém ainda antes de Noé houve outro profeta cujo nome foi Enoque. Judas
falando de Enoque diz que naquele tempo de desespero antes do dilúvio, este
homem falou da Segunda Vinda de Cristo. Imagine isso. A Segunda Vinda de Cristo
quando ainda não havia vindo pela primeira vez. Aqui certamente tem que haver
algo que nós deveríamos saber, porquanto estamos esperando a Segunda Vinda agora
mesmo.
69 Ali, bem atrás, quando o homem se havia rebelado contra Deus e Sua Palavra,
um profeta se levantou. Isto sucedeu ali quando os filhos de Deus se corromperam
com as filhas dos homens, quando havia tanto conhecimento e o homem se havia
engrandecido tanto, foi um tempo quando eles foram ricos e não tinham
necessidade de nada, porém espiritualmente eram uns miseráveis e cegos tal como
é em nossos dias; contudo, um profeta se levantou entre eles. E sendo que nosso
dia há de ser um padrão exato daquele período, nós não somente olharemos o
aumento do pecado e a falta de espiritualidade daqueles que reclamavam ser
cristãos, mas que também temos de inquirir e buscar com diligência esse Profeta
que tem que vir e que por certo virá.
70 Enquanto Enoque pregava e fustigava ao pecado e a iniquidade, ele também
pregou da Segunda Vinda de Cristo. O mundo daquele então estava pronto para ser
destruído. Assim também sucederá mui logo. Essa era do dilúvio é então um tipo
de hoje, quando a Vinda do Senhor se tem aproximado. Nos dias de Noé, os justos
se salvaram. Deus assim o fêz. Os perversos e incrédulos pereceram. Isso voltará
a suceder. Porém não vá você se esquecer disto: eles tiveram um mensageiro, quem
foi um profeta, assim também nós teremos um.
COMO FOI NOS DIAS DE LÓ
71 Examinemos os dias de Ló quando Sodoma foi destruída. A história a
encontramos em Gênesis 18 e 19. Aqui de novo não devemos olhar somente ao lado
dos perversos, mas examinar que é que nos pertence, e qual é nossa porção.
Quando o inimigo vem como um rio, Deus levanta bandeira de vitória.
“E temerão desde o ocidente o nome do Senhor, e desde o nascimento do sol sua
glória: porque vindo o inimigo como corrente de águas, o Senhor arvorará contra
ele a sua bandeira.” Isaías 59:19
72 Bem, o inimigo tem vindo, convém pois que levantemos esse estandarte de
vitória.
73 Nos tempos de Ló, quando a taça de iniquidade se encheu, Deus não se esqueceu
de seus eleitos. Eles receberam especial atenção. Qual foi esse cuidado? Deus
mesmo apareceu a Abraão. Ali no calor do dia, enquanto Abraão estava assentado à
porta de sua tenda, ele viu três homens que se aproximavam. Ele levantando-se
apressadamente correu e caiu aos pés de um deles e clamou: “Meu Senhor.” Ao
anoitecer, enquanto os dois mensageiros se dirigiram a Sodoma, Deus começou a
conversar com Abraão. Deus deu a Abraão [profeta de Deus] a revelação da
destruição de Sodoma. Em Gênesis 18: 17, Deus disse: “Encobrirei eu a Abraão o
que vou fazer?” Não, Ele não podia fazê-lo porque Deus revela a seus servos os
profetas as coisas que se propõe fazer. E enquanto estava revelando a Abraão
tudo relacionado à destruição de Sodoma, também lhe revelou a chegada do filho,
o qual Abraão tanto anelava.
74 Agora, note isso. Aqui está Deus em carne humana revelando a Abraão o tempo
da chegada do filho. Enquanto o faz, Sara rí em seu coração. Então Deus de costa
para a tenda onde estava Sara, conheceu que esta havia rido em seu coração e
manifesta a Abraão mesmo os mais íntimos pensamentos do coração de Sara. Deus, O
Grande Profeta, lê o coração de Sara. E isto é exatamente o que deve ser. Em
Hebreus 4: 14, diz:
“Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou
ao céus, conservemos firmes a nossa confissão.” Hebreus 4:14.
75 Isso é o que faz a Palavra; discerne os pensamentos do coração. A Palavra é
Deus. Assim sendo a Palavra Manifesta [Deus] na presença de Abraão discerne os
pensamentos e as intenções daqueles ali presentes.
76 Esta mesma manifestação foi a que o Filho [Deus] fêz na terra. Por este sinal
os eleitos lhe reconheceram como o Messias.
“Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho
de João e seguido a Jesus.
Ele achou primeiro ao seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias
[que quer dizer Cristo].
E o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de Jonas;
tu serás chamado Cefas [que quer dizer Pedro].
No dia imediato, resolveu Jesus partir para a Galiléia, e encontrou a Filipe, a
quem disse: Segue-me.
Ora Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
Felipe encontrou a Natanael e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu
na lei, e a quem se referiram os profetas, Jesus, o Nazareno, filho de José.
Perguntou-lhe Natanael: De Nazaré pode sair alguma coisa boa? Respondeu-lhe
Filipe: Vem e vê.
Jesus viu Natanael aproximar-se e disse a seu respeito: Eis um verdadeiro
israelita em quem não há dolo!
Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Andes de Filipe
te chamar, eu te ví quando estavas debaixo da figueira.
Então exclamou Natanael: Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és Rei de Israel!
Ao que Jesus lhe respondeu: Porque te disse que te ví debaixo da figueira crês?
Pois maiores coisas do que estas verás.
E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os
anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” S. João 1: 40-51.
77 Nestes versículos vemos que este sinal [ler os corações das pessoas] fêz com
que Natanael imediatamente chamasse a este homem de Nazaré, o Filho de Deus, o
Rei de Israel. Da mesma maneira a mulher no poço recebeu a Cristo como o Messias
ao ver este mesmo sinal.
“Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sêde, para
sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para
a vida eterna.
Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sêde,
nem precise vir aqui buscá-la.
Acudiu-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá;
Ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem
disseste, não tenho marido;
Porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto
disseste com verdade.
Senhor, disse-lhe a mulher: Vejo que tu és profeta.
Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o
lugar onde se deve adorar.
Disse-lhe Jesus: Mulher, podes crer-me, que a hora vem quando nem neste monte,
nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a
salvação vem dos judeus.
Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em
espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores.
Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adores em espírito e em
verdade.
E eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando
ele vier nos anunciará todas as coisas.
Disse-lhe Jesus: Eu sou, eu que falo contigo.
Neste ponto chegaram os seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando
com uma mulher; todavia nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com
ela?
Quando à mulher, deixou o seu cântaro, e foi à cidade e disse àqueles homens:
Vinde comigo, e vêde um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Será este,
porventura, o Cristo? S. João 4: 14-29.
78 Jesus estava falando d’ele mesmo. Ele disse que Abraão havia visto seu dia.
79 Isto foi o que ele quis dizer com esta asseveração. Em duas ocasiões no
Antigo Testamento, Deus apareceu a Abraão em foram humana. A primeira vez foi
depois da batalha contra os reis, e foi chamado Rei de Salém. Logo lhe apareceu
na tenda, imediatamente antes da destruição de Sodoma. Sua primeira aparição o
identificava como o Sumo Pontífice, posição assumida por Ele depois de Sua
ressurreição. Porém sua aparição na tenda tipificava seu ministério como
Profeta, ofício que assumiu durante os dias de Sua carne.
“Profeta dentre tí, de teus irmãos, como eu, te levantará o Senhor teu Deus: a
ele ouvireis.” Deuteronômio 18: 15
80 O que Ele foi na tenda, também o foi aqui na terra, e também o é agora. O
sinal não muda. A única coisa é que nesta vez será o Espírito no Profeta
trazendo novamente esse mesmo sinal ao mundo no tempo do fim. Tem que ser
através de um profeta, porque assim foi que Israel o pediu a Deus. “Não fale
conosco em voz audível, mas fale conosco através de Moisés.” Deus ouviu o seu
clamor e desde então Ele tem falado por e através de profetas. Esse
Profeta-Mensageiro do tempo final está obrigado escriturísticamente a produzir
esse sinal se é que estes nossos dias são um exato paralelo com os dias de Ló e
a destruição de Sodoma.
81 Agora, enquanto tocamos neste ponto, amado leitor, eleito de Deus, recorde
que Abraão não estava envolto na confusão de Sodoma. Os eleitos de Deus são um
povo separado. [“Sai do meio dela, povo meu”]. Eles não são do mundo. Ló estava
ali embaixo em Sodoma, porém como é sabido, ele não era um eleito. Deus não o
havia chamado, nem o havia separado. Ele saiu movido pelo convite de Abraão...
Ele foi um bom homem, sem dúvida, mas Deus não apareceu a ele. Somente uns anjos
vieram a ele com uma mensagem dizendo-lhe que escapasse. Realmente Ló nunca
esteve separado, nem tão pouco seus filhos. Eles representam aos cristãos
nominais que passarão pela tribulação. Os sodomitas, por certo, representam aos
perversos que serão destruídos como diz Malaquias, serão feitos cinzas. Porém
quão maravilhoso é saber que Deus atualmente está tratando com seus eleitos tal
como o fêz com Abraão, quem é nosso pai na fé! Sem dúvida que a semente de
Abraão será bendita juntamente com Abraão e também ela será visitada por Deus
através de Seu Espírito.
ELIAS, O PROFETA
82 Agora bem, é absolutamente impossível falar de algum profeta que tenha que
ver com a Segunda Vinda de Cristo sem considerar a Elias. Convém pois que o
façamos neste momento.
“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas
que é mister que Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará
todas as coisas;
Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhes tudo o que
quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do Homem.
Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.” Mateus 17:
10-13
83 Podemos notar nestes versículos que o profeta Elias por certo tem que voltar
à terra. Porém também podemos notar que Jesus chamou a João Batista de Elias.
João não era a reencarnação de Elias, ele foi simplesmente João, porém ungido
com o mesmo Espírito que esteve sobre Elias. Este é o mesmo caso de Eliseu
quando orou para que uma dupla porção do Espírito que estava em Elias viesse
sobre ele; e de fato, recebeu a dupla porção do mesmo Espírito.
84 Porém este ato não tranformou Eliseu em Elias. Simplesmente lhe deu o mesmo
tipo de ministério que esteve sobre Elias. Agora, apliquemos isto mesmo a este
tempo. Não teremos nós um profeta sobre quem há de vir este mesmo tipo de
ministério dado pelo mesmo Espírito Santo? Virá este homem ao finalizar esta era
da igreja? Examina a Malaquias 4: 5-6.
“Eis que vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do
Senhor;
E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais;
para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” Malaquias 4: 5-6.
85 Aqui temos uma escritura mui peculiar a qual ainda que curta, encerra dois
eventos bastante separados um do outro, porém que a pessoa envolvida é uma,
Elias. Os eventos envolvidos são Suas manifestações antes de ambas as vindas de
Jesus Cristo. Por certo, este não é o Elias realmente, mas, o mesmo tipo de
“ministério” de Elias, pois, na Bíblia não há tal coisa como a reencarnação.
86 De fato, a Bíblia explica estes dois eventos. Malaquias 4: 6: “E ele
converterá o coração dos pais aos filhos” referindo-se a João Batista como se
nos apresenta em Lucas 1: 17: “E irá adiante dele no espírito e virtude de
Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência
dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” Este homem
sobre quem vem o Espírito Santo desta forma, dando-lhe um tipo de ministério
igual ao de Elias, é a mesma pessoa de Malaquias 3: 1: “Eis que enviu o meu
anjo, que preparará o caminho diante de mim.” É o mesmo também de Mateus 11:
7-10.
“E partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas à respeito de João: Que fôstes
ver no deserto? um cana agitada pelo vento?
Sim, que fôstes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão
nas casas dos reis.
Mas então que fôstes ver? um profeta? sim, vos digo eu, e muito mais do que
profeta;
Porque este é de quem está escrito.” Mateus 11: 7-10.
87 Agora, bem, segundo temos apontado em Malaquias 4: 6, só a primeira parte
deste versículo se refere a João Batista, sobre quem veio o mesmo tipo de
ministério de Elias. A última parte, obviamente, se refere a outro mensageiro
com o mesmo tipo de ministério, quem em algum tempo tem de tornar o coração dos
filhos aos pais. Eles não serão a mesma pessoa. Serão diferentes homens, em
diferentes eras. Sem dúvida que se este homem aparecesse hoje [como de fato
aparecerá] certamente ele seria então o Elias de nossos dias, dois mil anos
depois de João.
ELE CONVERTERÁ O CORAÇÃO DOS FILHOS AOS PAIS
88 Para poder entender o significado envôlto em Malaquias 4: 6, estudemos
cuidadosamente este pensamento: “Ele converterá o coração dos filhos aos pais.”]
89 Converter o coração dos pais aos filhos, segundo o explicou o anjo, é com o
fim de “preparar um povo bem disposto para a chegada de seu Senhor.” Em Romanos
9: 23: “Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de
misericórdia, que para glória já dantes preparou.” Estes vasos de misericórdia
são os eleitos de Deus. Eles são os que têm sido preparados.
90 Este ministério de João teve que ver com os pais dos eleitos. Algo havia que
fazer para converter o coração dos pais a eles. Isto haveria de fazer-se através
de ministério de João. E assim foi feito. Porque quando João apareceu, os pais
não estavam guardando a Palavra de Deus, senão a sua própria. Eles pecavam e a
isto chamavam justiça. Eles invalidaram a Palavra de Deus. Então, apareceu a voz
de João em cena como tremendo trovão. Saiu do deserto vestido de peles; sua
aparência áspera e mui rústica como espada aguda e mui afiada. Suas maneiras
bruscas e sua linguagem cortante, e mui penetrante. Ele cortava com a Palavra e
com o Espírito de Deus. E suas palavras, sendo mais fortes que os portões do
inferno, cortavam os corações dos homens trazendo-os as batismo de
arrependimento e à certeza de que o Messias já estava por aparecer.
91 Este ministério no Espírito que João começou, foi continuado por Jesus,
porque a João lhe convinha diminuir e a Jesus crescer. Havendo convertido os
corações dos pais à Palavra escrita não era tão difícil convertê-los agora à
Palavra manifesta.
92 Mais tarde, estes discípulos chegavam a ser os apóstolos, e assim se
converteram nos pais da igreja, porque a igreja gentia está edificada sobre o
fundamento dos apóstolos e profetas. Efésios 2:19-20: “Assim já não sois
estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de
Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo,
Cristo Jesus, a pedra angular.”
93 O coração dos judeus está contra os gentios. Por sí mesmo eles nunca haveriam
recebido aos gentios. Porém essa tremenda mudança impelida pelo ministéio de
João, levou aos apóstolos a se tornarem aos filhos de Deus, ainda quando fossem
gentios.
“Expôs Simão como Deus primeiro visitou os gentios a fim de constituir dentre
eles um povo para o seu nome.
Conferem com isto as palavras dos profetas como está escrito:
Cumpridas estas outras coisas, voltarei e reedificarei o tabernáculo caído de
Daví; e, levantando-o de suas ruínas, restaura-lo-ei.
Para que os demais homens busquem ao Senhor, e todos os gentios sobre os quais
tem sido invocado o meu nome,
Diz o Senhor que faz estas cousas conhecidas desde séculos.” Atos 15: 14-18.
94 João haia apresentado de tal maneira a Palavra de Deus que os pais receberam
a revelação completa do plano de Deus em relação ao povo gentio e seus corações
se tornaram a eles. Porém desde que os pais dormiram, a igreja se tem desviado.
Novamente tem sido abandonada a Palavra de Deus e em lugar dela, têm aceitado
tradições. Portanto tem, e de fato virá um homem, um profeta, sobre quem virá
esse mesmo Espírito [o mesmo que esteve sobre Elias, Eliseu, e João]. Ele tem de
trazer a Palavra. Ele converterá o coração dos filhos aos pais, à Palavra
original, tal como foi pregada ao princípio, os tornará aos sinais que seguem à
Palavra. Ele será o precursor da Segunda Vinda de Cristo, na qual Jesus Cristo
haverá de raptar a sua noiva.
95 Sim, um profeta há de vir para levar a noiva à Palavra e aos poderosos sinais
que seguem aos crentes. De acôrdo com Apocalipse 10:7, ele terá uma mensagem,
terá muito que falar. Em sua mensagem, que será precursora da Segunda Vinda, lhe
será dado de Deus poder para revelar os mistérios que têm estado ocultos. Isto
talvez soe como algo demasiado grande, e de fato o é, porém contudo, tem que
cumprir-se. A razão para que isso tenha que ser assim, é tão básica que não
necessitaria explicação. Contudo será explicada.
96 O primeiro mensageiro, Paulo, teve em seus lábios: “Assim diz o Senhor”, as
escrituras. Desde então não temos tido algo parecido, mas meras interpretações e
divisões sobre o que ele disse.
97 De fato, esta presente era nos traz à memória aqueles dias quando o próprio
Jesus disse que as tradições dos homens haviam invadido a Palavra de Deus. As
denominações sempre têm torcido a Palavra de Deus para conseguir seus fins e
metas já estabelecidas em seus livros de textos feitos pelos mesmos, e por onde,
temos perdido o verdadeiro significado da Palavra.
98 Nos dias de Paulo, ele deu a interpretação completa, porém se tem perdido
devido a mentes carnais terem tratado de explicá-la. Cada grupo que se tem
separado motivado por suas diferenças quanto a interpretação, diz que está no
correto e que é guiado pelo Espírito Santo. Alguns, ou todos, sem dúvida, têm
que estar errados; pois o Espírito Santo não pode mentir nem causar divisão nem
tão pouco Ele tem uma mente variável. Por esta razão se faz completamente
necessário a aparição de um Profeta com um “Assim diz o Senhor” quem haverá de
tornar os corações dos filhos à verdade exata dos Pais [apóstolos]. O permanecer
na Palavra Original foi o que trouxe o poder. Temos que voltar outra vez ao
verdadeiro significado e então permanecer nele. Quando a Noiva chegar a ser uma
Noiva-Palavra ela manifestará as mesmas obras que manifestou Cristo. Quanto
anelamos a chegada deste Profeta-Mensageiro, trazendo esta mensagem da Palavra,
de modo que Jesus possa voltar a manifestar-se novamente entre nós uma vez mais
através de Seu Espírito.
99 Este mensageiro à era de Laodicéia terá que levar sobre seus ombros uma
tremenda carga. Com ele sucederá o mesmo que com os demais profetas,
especialmente como sucedeu com Moisés. Em seu tempo a gente era oprimida sob o
forte jugo de Faraó. Sem dúvida que para Moisés declarar-se um profeta e ser
dígno de atenção e de obediência à Palavra que reclamava trazer da parte de
Deus, teve, sem lugar à dúvidas, que possuir um dom especial dado por Deus como
vindicação para atrair a atenção e o respeito desse povo.
100 Isto não é difícil de entender. O povo hebreu fazia 400 anos que não tinha
profeta. Este longo período de tempo envolvia algumas gerações sem ver a
dinâmica verdade de Deus em seu meio, e como consequência, havia uma suma
ignorância dos caminhos de Deus. Moisés necessitava de uma vindicação
sobrenatural de Deus em seu ministério para poder atrair a atenção do povo e
cativar seus corações.
101 Esta foi a mesma situação em que se encontraram João e Jesus quando vieram.
O povo havia estado 400 anos sem profeta, assim sendo, sem dúvida alguma, tinha
que desembarcar em tradições que deterioraram completamente a verdade. Quão
difícil deve haver sido tornar a Israel à verdade original através de um
Profeta!
102 Por isto, quando Deus enviou a Moisés, lhe deu dois sinais. Se as pessoas
recusassem ouvir o primeiro, que consistia na vara convertida em serpente, então
ouviriam a voz do segundo, que estribava em colocar a mão no seio e tirá-la
ferida com lepra, e logo colocá-la novamente e tirá-la completamente sã. “Se
acontecer de não crerem em tí, nem obedecer à voz do primeiro sinal, crerão na
voz do último.” Deus disse que os sinais eram vozes. Cada vez que o sinal
aparecia no ministério de Moisés era a voz de Deus falando.
103 Estes sinais farão duas coisas: Que alguns venham e que outros endureçam
anda mais. Isso foi exatamente o que fêz o sinal. Isso é o que sempre faz a voz
de Deus. Atrai a alguns, e eles se aproximam mais ao sinal, como fêz Moisés ante
a sarça ardente; porém por outro lado, essa voz enquanto está chamando
endurecerá o coração daqueles que de contínuo resistem a Deus. Assim sucedeu com
Faraó; assim sucedeu com os Fariseus. Porém isso não desanimou a Moisés; ele
seguiu adiante; ele sabia que Deus estava em seu chamado, porque a voz que ele
estava ouvindo era uma Voz Escriturística. Um verdadeiro profeta como Moisés,
sempre será um com a Palavra. A voz que falou da sarça falou a Palavra de Deus
tal como foi dada àquele grande profeta Abraão. Disse: “Eu me recordo de minha
promessa a meu povo.” Portanto Moisés ouviu e obedeceu, e ao fazê-lo trouxe a
promessa de Deus às pessoas dessa geração.
104 Agora, quando Deus falou através desses sinais, só ficou uma porta aberta.
Israel tinha que sair do Egito, o Êxodo tinha que vir. Também em nosso dia
haverá um sinal final como vindicação, e também nossos dias haverão de terminar,
o rapto virá.
105 Assim como clamou João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus,” sem dúvida que
este mensageiro a esta última era também haverá de clamar: “Eis que vem o
esposo.” Assim como Paulo declarou os mistérios de Deus, os quais produziram tão
tremenda fé na igreja primitiva, assim também agora, quando esse último profeta
revelar o verdadeiro significado do que Paulo pregou, essa mesma Palavra que
trouxe tão poderosa fé à igreja apostólica, a qual esteve solidamente
fundamentada na Palavra, de igual forma essa revelação trará fé a nós, e esta
será fé de rapto, para encontrarmos com o Senhor nos ares e para sempre estar
com Ele.
106 Até aqui já temos apresentado os fundamentos do que cremos ser a promessa
para nossa era. Semelhante Profeta, segundo temos expôsto das Escrituras, tem
que aparecer em cena. Não temos a menor dúvida que estes são os últimos dias,
porém talvez tenhamos alguma dúvida quanto a quem é esse Profeta. Quem é ele?
Onde se encontra? Quem é esse homem tão vindicado de Deus com visões e
maravilhas? Quem é esse homem de quem todavia nenhuma de suas revelações tem
falhado? Quem é este que guia as pessoas à Palavra e nunca se aparta dos
Escritos Sagrados? O tal tem que estar em nosso meio agora mesmo, um profeta de
verdade.
CAPÍTULO III
O MENSAGEIRO VINDICADO
107 Não pode haver a mais remota dúvida de que há um Profeta-Mensageiro a esta
última era. A busca deste profeta, então, deve ser de supremo e imediato
interesse. Se tal homem está vivendo na atualidade, então esse homem já deve
estar ministrando em certo grau. Tem que haver um ministério que o aponte como o
mensageiro. Assim será ele conhecido.
108 De acôrdo com nosso entendimento das Escrituras, este homem não será
reconhecido pelos sistemas religiosos de seu dia, portanto, não o busquemos ali.
Ele não será mencionado entre as autoridades eclesiásticas. De fato, ele será
uma pessoa tão desconhecida como o foi João e o próprio Senhor. “Veio aos seus,
e os seus não o receberam” [João 1: 11]. Seu nascimento, por certo, será tão
humilde como o dos demais profetas. Indubitavelmente que grande parte de seu
ministério será posto em dúvida, enquanto que outra parte do mesmo, será bem
recebida. Tudo isso será certo se é que ele tem de correr fiel às Escrituras. E
se ele é o mensageiro, e por certo o é, seu ministério tem de correr paralelo
com o padrão bíblico.
109 Há no mundo um homem atualmente que tem sido vidicado absolutamente pelas
Escrituras como o Profeta-Mensageiro à era de Laodicéia. Ele preenche todos os
requisitos segundo o estabelecido pelas Escrituras.
110 Seu ministério é aceito em parte, e em parte é rejeitado. Seu nascimento,
criação, educação, sua pregação, seu ensino e seu ministério no Espírito
preenchem todos os requisitos escriturísticos, e de igual forma ele é vindicado.
111 Este homem é o Rev. William Marriom Branham, de Jeffersonville, Indiana,
onde tem vivido a maior parte de sua vida. William Branham nasceu de um casal
muito jovem em 6 de Abril de 1909 numa cabana de pau a pique, muito humilde, em
Berksville, Kentucky. Por dois dias consecutivos, sua mãe, de quinze anos e seu
pai de dezoito anos e os visitantes, viram uma luz branca que veio e pousou
sobre o menino. Ninguém entendia isto nem sabiam qual era o significado desde
sinal.
112 Até onde ele pode recordar, ele recebia visões que não podia entender;
contudo, sempre a visão lhe falava de algum evento futuro, nunca falhava em ter
fiel cumprimento, tal e como o havia visto na visão.
113 Um dia enquanto ele carregava água para seu pai, foi surpreedido por um
estranho som como de um vento que soprava sobre as folhas de uma árvore onde
havia se detido para descansar. Ele olhou para cima, porém não viu nenhum
movimento. Quando se dispunha a ir embora, o ruído voltou outra vez, porém desta
vez se fêz mais forte. Olhando para cima viu um redemoínho na árvore e dêsse
redemoínho saiu uma voz audível que lhe falou dizendo: “Nunca fumes, nem bebas,
nem contamine de nenhuma maneira o teu corpo, porque tenho uma obra para tí
quando tiveres maior idade.” Naturalmente isto o atemorizou muito e gritando
correu para sua casa. Por alguma causa não pôde dizer a sua mãe exatamente o que
lhe havia sucedido, então sua mãe chegou à conclusão de que William era um moço
mui nervoso e que necessitava de descanso.
114 Mas tarde, sendo ele como que de sete anos aproximadamente, uma visão lhe
surpreendeu enquanto brincava. Nela viu a construção de uma enorme ponte que
atravessara o rio Ohio de um lado a outro. Viu que enquanto os obreiros
trabalhavam, algo se desprendeu da ponte levanto a um números de operários à
morte. Vinte anos mais tarde, enquanto esta ponte era construída exatamente no
lugar onde viu a visão, algo se desprendeu da ponte ocorrendo assim exatamente o
que ele havia visto em visão vinte anos atrás.
115 Sendo que ele não procedia de um lar cristão [pois seu pai fabricava
agrardente], não entendia que Deus estava tratando com ele. Assim sendo, quando
era pressionado por seu pai e companheiros, ele intentava beber, fumar e
assistir a bailes, etc., porém cada vez que o intentava, fracassava, porque no
momento em que ele intentava beber ou fumar, ouvia esse som peculiar de vento
soprando como um redemoínho e sentia a presença de um ser invisível, o que o
atemorizava grandemente, e tinha que deixar o lugar apressadamente. Frustrado e
nervoso, ele tratava de desprender-se dessa vida tão rara na qual estava
envolvido, porém não podia.
116 Em duas ocasiões, astrólogos se achegaram a ele para dizer-lhe que havia
nascido sob um sinal. Ambas as vêzes lhe foi dito que ele possuía um dom, porém
nunca lhe disseram que era. Um deles o levou às Escrituras para dar-lhe
detalhes. Estando pouco interessado no que lhe dizia, ele se mostrava um pouco
indiferente. Mas tarde pôde entender tudo relacionado a astrólogos e médiuns e
os repreendeu, tomando autoridade sobre eles no nome de Jesus. Porém, ainda não
era convertido.
117 Quando ele tinha ao redor de dezoito anos foi para o oeste a trabalhar num
rancho; porém mui logo a má notícia da morte de seu irmão o fêz regressar ao
lar. A dor pela morte de seu irmão e a preocupação por sua vida tão estranha,
produziu nele uma condição nervosa mui deprimente. Seu corpo se debilitou muito,
e veio a sofrer de apendicite. Teve que ser operado. Na operação enquanto estava
sob os efeitos da anestesia sentiu que sua vida se ia, e por um espaço de tempo,
seu corpo sem vida, jazia deitado sobre a mesa de operação enquanto o doutor
trabalhava fortemente para manter seu coração batendo. Foi durante este tempo
quando ele teve uma visão sobre o céu e o inferno. Ele clamou a Deus e lhe
prometeu que se lhe salvasse a vida, O buscaria e O serviria. Para surprêsa dos
doutores, a vida do jovem foi restaurada.
118 Fiel a sua palavra, ele saiu a buscar a Deus. Uma noite sentiu uma fome tão
grande de Deus e de uma experiência com Ele, que foi só a uma cabana orar. Ali
lhe apareceu uma cruz formada por uma luz, e uma voz lhe falou em língua
estranha. Logo a cruz desapareceu. Ele foi tomado de mêdo e assombro. Ele já
havia aprendido lendo as Escrituras, que haviam diferentes classes de espíritos,
portanto, não sabia se isto era de Deus.
119 Uma vez mais voltou a orar a Deus, e novamente apareceu a cruz formada por
essa luz, e então Deus lhe falou e lhe deu paz em seu coração. Enquanto o gôzo
da salvação inundava sua alma, ele corria e saltava de gôzo, parecendo-lhe que
estava suspenso no ar. Ele sentiu como se um grande pêso lhe houvesse sido
tirado de cima.
120 Havendo Deus penetrado em sua vida, foi guiado a entender que o batismo do
Espírito Santo era para ele. Um dia enquanto buscava a Deus, pareceu como se uma
chuva celestial caísse sobre ele, e verdadeiramente caiu sobre ele e penetrou
até o mais profundo de seu ser. Ele foi completamente cheio do Espírito Santo.
121 Ele buscou e encontrou excelente companheirismo e ensino com os missionários
batistas e mui logo foi ordenado para pregar o evangelho. Deus lhe concedeu
grande êxito, porque a miúde sua tenda tinha multidões de até três mil pessoas,
e muitos foram realmente nascidos de novo.
122 Foi durante o mês de Junho de 1933, enquanto ele batizava a uns convertidos
no rio Ohio, ocorreu um dos mais tremendos e melhor documentado fenômeno.
Enquanto ele batizava ao converso número dezessete ante uma multidão estimada em
quatro mil pessoas, apareceu nos céus uma bola de fogo cor de âmbar, a qual
descia, produzindo um ruído como de um vento impetuoso, audível a todos; aquela
bola de fogo desceu para ele e pousou sobre sua cabeça.
123 Enquanto uns corriam tomados de terror, e outros se ajoelhavam pedindo a
Deus misericórdia, uma voz lhe falou desde a Coluna de Fogo e lhe disse: “Assim
como João Batista foi o precursor de minha primeira vinda, tua mensagem será
precursora de minha segundo vinda.” Por certo, só ele ouviu a voz, enquanto os
demais puderam ouvir o ruído. Isto foi exatamente como sucedeu com Paulo quando
ele foi cegado por Deus e ouviu Sua voz. Os demais ouviram o ruído, porém não a
voz.
124 Sendo um crente firme em toda a Palavra de Deus, e estando firme no fato de
que Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente, não vacilou em orar pelos
enfermos. Assim sempre, através de seu ministério, tem tratado de socorrer ao
caído. Os resultados foram mui alentadores, de tal forma que o pessoal do
hospital admitiu o poder de Deus, e eles sabiam que sempre que “o pequeno
pregador batista” visitava ao hospital, alguém ia ser curado.
125 Estando já firme na Palavra de Deus, esperou que as visões cessassem, porém
pelo contrário, se multiplicaram com resultados ainda mais tremendos para o bem
do povo de Deus; porque geralmente a visão apontava alguma necessidade, a qual
ia ser suprida por Deus, e sem dúvida, sempre haveria de suceder, sem falhar
nenhuma só vez. O que ele via na visão, isso dizia, e os resultados sempre eram
exatamente aqueles que havia visto na visão. Era um “Assim Diz o Senhor”
literal. Então foi quando se viu claramente estabelecido que ele tinha que ser
um dos quais diz a Escritura: “vossos jovens terão visões.”
126 Não só via ele visões relacionadas com seu ministério pessoal, mas ele
também tem muitas visões gravadas que têm que ver com eventos mundiais, os quais
sucederão antes do retôrno de Cristo. Talvez as mais sobressalentes sejam as
seguintes:
AS SETE VISÕES
127 Em junho de 1933, quando W. Branham celebrava uns serviços na velha Sala
Maçônica, na avenida Meigs, sete eventos de maior importância lhe foram
mostrados mediante visão; os quais têm de acontecer antes do retôrno de Jesus
Cristo. Foi uma manhã de Junho, pouco antes dele sair para a igreja e ensinar na
Escola Dominical, que estas lhe foram mostradas enquanto ele estava em êxtase.
PRIMEIRA VISÃO:
“MUSSOLINE INVADE A ETIÓPIA”
128 Ele viu na visão que Benito Mussoline invadiria a Etiópia, e de acôrdo à voz
que lhe falava, a Etiópia “cairia sob seus pés.” Também a voz profetizou um fim
desastroso para este ditador, onde haveria de ter uma morte horrível, e sua
própria gente cuspiria sobre ele.
SEGUNDA VISÃO:
“GUERRA MUNDIAL”
129 A outra visão indicou que a América seria induzida a uma guerra mundial
contra a Alemanha, sendo encabeçada pelo austríaco Adolfo Hitler. A voz predisse
que esta terrível guerra destruiria a Adolf Hitler e o levaria a um final
misterioso. Nesta visão, lhe foi mostrado a linha Siegfrid onde o exército
americano haveria de pagar um grande preço para obter a vitória. Seria bom
mencionar aqui que numa visão subsequente relativa a esta guerra, predisse que o
presidente Roosevelt haveria de declarar guerra contra a Alemanha e ao fazê-lo,
seria eleito para um quarto período na Presidência.
TERCEIRA VISÃO:
TRÊS ISMOS: “FACISMO, NAZISMO E COMUNISMO”
130 Na terceira visão lhe foi mostrado que ainda que houvesse três Ismos [Facismo,
Nazismo e Comunismo] no mundo, os primeiros dois resultariam em nada, enquanto o
Comunismo floresceria. A voz lhe admoestou a vigiar a Rússia em relação a
eventos futuros, porque tanto o Nazismo como o Facismo seriam absorvidos pelo
Comunismo.
QUARTA VISÃO:
“O TREMENDO AVANÇO CIENTÍFICO”
131 A quarta visão que lhe apareceu foi uma na qual se predisse um tremendo
avanço tecnológico, imediatamente depois da guerra. Isto foi simbolizado num
carro com formato de ovo e uma capota plástica em forma de bolha, que corria
numa tremenda autopista, o qual era guiado completamente por controle remoto. O
carro não tinha condutor, e os que viajavam nele, aparentavam estar jogando
“damas”, uma espécie de jogo que existe.
QUINTA VISÃO:
“QUEDA MORAL DO MUNDO”
132 A quinta visão tinha que ver com a mulher. Nesta cena contemplou a rápida
decadência moral da mulher. Começando ali quando a ela foi dada, a assim chamada
liberdade, para participar dos assuntos mundiais através do voto; ela
imediatamente começou a usar roupa mui escandalosa. Ela cortou o cabelo e adotou
a roupa de homem. Finalmente a visão a mostrou quase sem roupa, coberta somente
por um minúsculo avental do tamanho de uma folha de figueira. Havendo decaído os
valores morais da mulher a nível tão baixo, uma tremenda decadência sobreveio
sobre toda a carne ao redor da face da terra, trazendo consigo uma pesversão
semelhante à predita na Palavra de Deus.
SEXTA VISÃO:
“SUBJUGAÇÃO DA NAÇÃO AMERICANA”
133 Então, na sexta visão se levantou nos Estados Unidos uma mulher extremamente
bela, vestida com grande esplendor e exercendo grande poder. Seu semblante era
mui formoso, porém se via uma severidade que não se pode descrever. Formosa,
porém cruel, perversa e mui astuta. Dominava ao país com sua autoridade, tinha
um domínio total sobre as pessoas. Esta visão parecia indicar-lhe que esta
mulher haveira de levantar-se literalmente sobre a América ou que seria tipo de
uma organização religiosa que escriturísticamente se simbolizava com uma mulher.
Embora a voz não lhe dissesse quem era ela, ele sentiu em seu coração que esta
mulher representava o levantamento da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos.
SÉTIMA VISÃO:
“RUÍNAS SOBRE A AMÉRICA”
134 A voz lhe ordenou olhar outra vez, e quando assim o fêz, uma grande explosão
estalou sobre a nação, deixando a terra Americana fumegando e em completa ruína.
Até onde pôde olhar, não viu outra coisa senão crateras, montões de ruínas
fumegando sem rastro de vida humana ao alcance da vista. Então, a visão se foi
dele.
135 Alguns estudantes das Escrituras lhe admoestaram dizendo-lhe que suas visões
não eram inspiradas por Deus. Frequentemente isto lhe perturbava, e em
sinceridade ele buscava a Deus pedindo-lhe que tirasse dele este raro
ministério. Contudo, as visões continuaram vindo como antes e sempre
cumprindo-se ao pé da letra. Ninguém era prejudicado por elas, porém pelo
contrário, o povo de Deus prosperava através delas. Até esta ocasião, ele ainda
não havia se dado conta que mesmo o próprio Jesus foi acusado de ser um diabo.
Tão pouco se dava conta que seu ministério ao ser identificado por astrólogos,
não era diferente do tempo quando demônios identificaram o ministério de Paulo.
136 Os anos passaram e ele servia a Deus da melhor forma que suas habilidades o
permitiam, tanto como pastor ou como simples obreiro. Ele trabalhava de fiscal
de caça com o govêrno estadual de Indiana. Um dia, 7 de maio de 1946, quando ia
em viagem de caça com um amigo, enquanto ele passava debaixo de uma árvore de
ácer, no pátio de sua casa, um vento forte começou a estremecer a copa daquela
árvore. Parecia que a árvore ia ser despedaçada por aquele vento. Ele cambaleou
sob este tremendo impacto. Sua esposa correu para ele pensando que se havia
adoecido. Então foi quando ele lhe disse: “Por espaço de vinte anos eu mesmo não
tenho podido entender este ministério. Eu não posso continuar assim. Tenho que
encontrar a resposta. Será isto Deus? De que se trata tudo isto? Tenho que
sabê-lo. Vou me embora e te deixo com o menino. Não regressarei até que encontre
a resposta. Buscarei a Deus lendo minha Bíblia e orando, e tenho que encontrá-lo
ou não regressarei mais.” Isto era, sem dúvida, algo difícil de dizer e de
fazer. Que dedicação a Deus: encontrá-lo ou morrer!
137 Estando já decidido em sua mente, se foi só em busca de Deus num lugar
secreto, com firme determinação de saber a resposta e encontrar descanso para
sua vida. Escondido de todo o tumulto, caiu sobre seus joelhos em terra gritando
com grande clamor a Deus, pedindo-lhe que lhe perdoasse por todos seus
fracassos; e fielmente encomendou a sí a Deus e a Sua vontade perfeita. Quando
já havia derramado seu coração diante de Deus, se assentou a esperar a resposta.
Como que às onze horas, viu uma luz que aparecia. Ali estava aquela grande
estrêla. Não tinha cinco pontas, mas era como uma bola de fogo. Então ouviu uns
passos que se aproximavam, e imediatamente se apresentou um homem de grande
estatura, talvez de umas duzentas libras [aproximadamente 98 quilos] de peso,
tez escura, com cabelos que caíam sobre seus ombros. Seu rosto não tinha barba.
Quando fitou os olhos deste estranho personagem, teve mêdo. Porém o desconhecido
o olhou com ternura, e lhe disse: “Não temas. Tenho sido enviado da presença do
Todo Poderoso a dizer-te que tua vida tão peculiar e teus modos tão estranhos,
têm sido para indicar-te que Deus tem te enviado a levar um dom de Cura à gente
do mundo. Se fôres sincero e conseguires com que as pessoas creiam em tí nada
poderá fazer frente a tua oração, nem mesmo o câncer.”
OS DOIS SINAIS
138 Após haver explicado isto ao irmão Branham, o anjo prosseguiu dizendo-lhe
que como Moisés, a ele seriam dados dois sinais mui peculiares; uma das quais
levantaria a fé do povo, enquanto que o outro seria um sinal da Segunda Vinda de
Cristo. O primeiro sinal lhe seria dado pouco tempo antes do segundo, e que
seria um sinal mui peculiar em sua mão. Este sinal seria tal, que ao tomar a mão
de uma pessoa que padecesse de uma enfermidade causada por um gérmen, sua mão
começaria a suar e a mudar de côr, através do que conheceria os nomes das
enfermidades. Em caso que a enfermidade não fôsse do tipo causado por bactérias,
então o Espírito lhe faria saber por revelação qual era o problema. A operação
deste dom tem sido visto por muita gente e é tremendo para levantar a fé.
Contudo, o ler meramente sobre este dom sem ter a oportunidade de vê-lo, é um
pouco confuso. Sem dúvida, é um dom genuíno.
139 O segundo sinal que haveria de seguir, seria a habilidade de saber pelo
Espírito os segrêdos dos corações dos homens, assim como sua condição física.
Também este sinal tem sido visto por inumerável público, e não somente levanta a
fé, mas desde que esta é uma habilidade que pertence ao profeta, é um sinal
definitivo de breve retôrno de Nosso Senhor.
140 Não tomando muito tempo em espalhar estas notícias, não tardou muito quando
o irmão Branham foi chamado de muitas partes do mundo. Ele celebrou grandes
campanhas em toda a América do Norte e em muitas partes do mundo. Algumas destas
campanhas no exterior foram de particular interesse porque evidenciaram o poder
de Deus em sua vida. Por exemplo, é bem conhecido que o Rei Jorge VI da
Inglaterra, foi curado de uma enfermidade em sua perna. Também uma grande parte
da Finlândia conheceu a ressurreição de um menino enquanto ele esteve ali.
DURBAN, ÁFRICA
141 Em Durban, África, onde o irmão Branham pregou, a multidão que se congregou
passou de 100.000, e numa tarde se estimou que mais de 30.000 pessoas receberam
a Jesus como seu Salvador. Este tremendo movimento para Deus veio como
conseguência dos pagãos haverem visto o poder de Deus demonstrado, ficando
estabelecido diante deles que o Deus dos milagres ainda existe, e que Ele é o
verdadeiro Deus.
142 A cura foi como segue: Estando rodeado por pregadores e doutores, o irmão
Branham pregou a Palavra de Deus e logo mandou passar aqueles que desejavam ser
curados. Entre os que vieram à plataforma estava uma pobre criatura, que pouco
tempo depois de haver nascido sofreu uma terrível enfermidade, de tal forma que
nunca pôde caminhar ereto, mas sobre suas mãos e pés; parecendo a um animal
quando se movia. As pessoas encarregadas desta criatura tiveram benefício
exibindo-o nas ruas como algo curioso. Quando ele chegou à plataforma, o irmão
Branham viu um visão a este homem erguido e completamente normal, são totalmente
pelo poder de Deus. Havendo tido esta visão, ele desafiou aos idólatras e aos
incrédulos a aceitar ao Senhor Jesus Cristo se este homem fôsse curado
instantaneamente. Multidões conheciam a este homem e sabiam de sua terrível
condição, às diferentes tribos, e todos eles estiveram de acôrdo que se este
homem fôsse curado no Nome do Senhor Jesus Cristo, então, sem dúvida que Jesus
era Deus. Tão logo que o irmão Branham orou, o homem ficou de pé tão normal como
qualquer outro homem. Com o povo se regozijava e louvava a Deus! Depois da
chamada ao altar, a qual se repetiu duas vêzes, para que ninguém entendesse mal
o significado do mesmo, se estimou que mais de 30.000 pessoas passaram para
receber a salvação, enquanto 25.000 receberam sua cura.
143 Ao finalizar os serviços nesta cidade, o prefeito dirigiu uma grande
caravana na qual haviam sete caminhões cheios de muletas, bastões e outros
aparelhos usados pelas pessoas paraliticas para andarem.
BOMBAY, ÍNDIA
144 Em Bombay, Índia, onde se estimou que 400.000 pessoas vieram ouvir ao irmão
Branham. Ele pregou a Palavra de Deus com autoridade, dizendo-lhes que eles eram
mui superticiosos e que seus deuses não tinham poder algum. Para esclarecer o
assunto, ele tomou ao principal mendigo da cidade, o qual havia ficado cego de
tanto olhar ao sol, ao que eles adoram. Este homem era conhecido pela maioria do
povo. O irmão Branham o viu em visão, viu onde vivia e como havia ficado cego.
Nuns minutos ele sabia toda sua história pessoal, a qual revelou ao povo. Todos
ficaram surpreendidos, porém este assombro não foi tão grande como o que
produziu o desafio que lançou o irmão Branham a todos os sacerdotes para que
viessem orar a seus deuses para que curassem a este pobre mendigo. Ele desafiou
aos Budistas e a todos os líderes religiosos. Ninguém respondia seu chamado.
Quando todos haviam recusado, então lhes disse: “Seus sacerdotes e seus líderes
se têm negado a vir em nome de seus deuses, eu venho no Nome de meu Senhor Jesus
Cristo. Com sua atitude, eles têm afirmado que seus deuses que não podem curar a
este homem, porém meu Deus pode fazê-lo. Agora, se oro a meu Deus e este homem é
curado, abandonariam vocês todos esses deuses que não têm nenhum poder, e
aceitariam a Jesus como seu Salvador?” A multidão esteve de acôrdo e aceitou o
desafio. De acôrdo com a visão que o irmão Branham havia tido deste cego, tomou
em suas mãos e este pobre mendigo e orou por ele. De repente este homem gritou
de alegria dizendo que podia ver e o demostrou por suas ações. A multidão se
alvoroçou e correndo para a plataforma tratavam de aproximarem-se do irmão
Branham para tocá-lo e serem curados.
ALEMANHA
145 O irmão Branham confundiu a uns feiticeiros que trataram de frustrar seu
ministério quando esteve na Alemanha. Eles conseguiram trazer uma nuvem negra
sobre a tenda com a força de um furacão, o qual haveria feito em pedaços a
tenda. O irmão Branham se pôs de pé na plataforma, e no Nome de Jesus repreendeu
esse poder maligno e a nuvem se dissipou imediatamente e o sol voltou a brilhar.
PORTLAND, OREGON
146 Talvez uma das mais fascinantes manifestações de seu ministério público na
América, foi o que sucedeu em Portland, Oregon. Nesta cidade havia um homem de
grande estatura e de tremenda força, quem devido a sua condição evidente de ser
um edemoniado, lhe agradava interromper os serviços Evangélicos. Ele havia tido
êxito fazendo isto cada vez que assistia a um serviço. Quando o irmão Branham
veio a esta cidade a pregar num vasto auditório, este homem apareceu enquanto
ele pregava, e com gestos raivosos e desafiantes subiu à plataforma. Movendo
seus punhos, ameaçava ao irmão Branham, tratando de agredir-lhe. O chamou de
enganador, serpente, mentiroso, dizendo que o irmão Branham era um instrumento
do diabo.
147 O irmão Branham estava pregando sobre o poder de Deus. Quando a polícia ia
intervir, ele não quis, estando disposto a encarar o desafio só. O homem se
aproximou um pouco mais em forma ameaçante. Disse à audiência que se mantivesse
quieta e em oração. Por alguma razão, este homem viciado não podia aproximar-se
do irmão Branham, mas o insultava a alguns metros de distância. Então o irmão
Branham com grande calma disse: “Satanás, porquanto tens atrevido a desafiar ao
servo de Deus frente a esta congregação, terás que prostrar-te diante de mim. No
Nome de Jesus cairás a meus pés”. Forte como era esse homem e tão decidido e
feroz, lentamente começou a desmaiar; suas forças começaram a deixá-lo, grandes
gotas de suor caíam de sua fronte. Frustração e temor sobrevieram a este homem,
e em seu rosto se notava a grande batalha que atuava no interior. Duas forças
contrárias haviam se encontrado, e uma se via ceder frente à outra, a qual
respondeu imediatamente ao clamor no Glorioso Nome de Jesus. Então com
movimentos bruscos, parecidos aos de uma serpente, caiu indefeso e sem poder
mover-se aos pés do irmão Branham. Homens fortes tiveram que tirá-lo da
plataforma. Logo o serviço continuou com a mesma demonstração do poder de Deus.
VISÕES
148 Um sem número de maravilhas e tremenda visões têm passado frente aos olhos
deste profeta de Deus. As seguintes são mui sobressalentes e iluminadoras:
149 Uma noite, pouco depois de sua conversão, ele regressava de um lugar secreto
que tinha, onde anteriormente havia estado orando secretamente. Foi entre a uma
e as três da madrugada. Sua mãe e seu pai ouviram quando entrava em seu quarto,
e o chamaram dizendo-lhe que sua irmã estava enfêrma. Ele então foi e se
ajoelhou e orou por ela e voltou ao seu quarto.
150 Ao entrar em seu quarto ouviu um ruído como quando dois cabos elétricos
entram em contato produzindo faíscas. Nesse tempo ele trabalhava como provador
de linhas, e pensou que talvez houvesse um curto-circuito em algum lugar da
casa; porém de repente o ruído se mudou por uma luz que encheu o quarto. Então
lhe pareceu que caminhava pelo ar. Isto o atemorizou muito e chegou a crer que
estava morrendo. Logo, notou que aquela luz o havia rodeado. Olhando para cima,
viu uma grande estrêla que se aproximava a ele. Então lhe pareceu que não podia
respirar nem falar. Logo a estrêla baixou e se pôs sobre o seu peito.
151 Imediatamente o cenário mudou; e se encontrou num monte verde, tendo à
frente um jarro velho, quadrado e bastante antigo, dentro do qual se encontrava
uma espécie de mosca tratando de escapar. Quando ele voltou para olhar, viu que
ali estava o poderoso anjo lhe olhando. Então o anjo lhe disse: “Observa bem o
que vou te mostrar.”
152 Depois disto, o irmão Branham viu quando um braço lançou uma pedra e quebrou
o jarro. A mosca tratou de escapar. Porém não podia voar; seu corpo era
demasiado pesado para tão pequena asas. Daquela mosca saíram outras moscas, e
uma delas voou a seu ouvido. O anjo lhe disse: “Estas moscas que têm visto
representam maus espíritos, tais como espíritos de adivinhação e sortilégio.”
153 Logo lhe admoestou: “Tenha cuidado.” Isto se repetiu três vezes. Passado
isto, o irmão Branham voltou a sí novamente. Aquela noite não pôde dormir mais,
e no outro dia andava com muito cuidado, observando tudo que fazia, esperando
que algo sucedesse em qualquer momento. Tudo isto era novo para ele, pois esta
foi sua primeira advertência por visão.
154 Ao meio-dia foi a uma confeitaria comprar seu lanche. Ali trabalhava um
cristão que o irmão Branham a pouco tempo atrás o havia guiado ao Senhor. Este
havia se convertido numa ajuda para ele, na obra do evangelho. Enquanto
comprava, relatava a visão a este irmão quando repentinamente uma senhora entrou
na confeitaria.
155 Imediatamente o irmão Branham sentiu uma rara sensação e soube que um
espírito estranho havia entrado. Ele disse ao irmão George DeArk, seu amigo.
Aquela senhora se dirigiu para Ed DeArk, irmão de George, e lhe disse: “Eu busco
a um homem de nome Branham. Eu tenho sabido que ele é um homem de Deus”. Então
Ed chamou ao irmão Branham. Quando ele se apresentou diante da senhora, ela lhe
perguntou. “É você William Branham, o profeta de Deus?” Ele lhe respondeu:
“Eu sou William Branham”.
156 Ela então lhe perguntou, “É você o que operou aquele milagre no senhor
William Merril no hospital e curou a Marry O’Honion, depois de estar 17 anos
paralitica?” Ele respondeu: “Eu sou William Branham; Jesus os curou.” Então ela
lhe disse: “Eu perdí uma propriedade, e desejo que você o localize.” O irmão
Branham não entendeu o que ela quis lhe dizer em relação a essa propriedade,
porém soube que Satanás a havia enviado com esta mensagem.
157 Ele lhe disse: “Senhora, você tem se equivocado de pessoa: talvez você ande
procurando um adivinho ou um médiun espírita.” Ela se voltou e lhe disse: “E
você não é um médiun?” Ele lhe respondeu: “Não, os médiuns são do diabo, e eu
sou um cristão e tenho ao Espírito de Deus.” Quando ouviu isto, ela o olhou
friamente. Antes de que ela dissesse algo mais, ele ouviu ao Espírito de Deus
que lhe disse que esta era uma médiun, e que era a mosca que havia voado a seu
ouvido na visão.
158 Ele lhe disse: “O Senhor enviou seu anjo ontem à noite para avisar-me de sua
vinda e para que tivesse cuidado. Eu dou graças a meu Senhor, por sua mão
protetora. Este trabalho no qual você está, é do diabo, e você tem vindo a
contristar ao Espírito.” Ela então sentiu algo em seu coração e lhe pediu que
lhe desse algum medicamento. O irmão Branham lhe respondeu: “Senhora, deixe de
fazer estas coisas, e seu coração estará bem.” Ela saiu da confeitaria e
caminhou uma curta distância quando sofreu um ataque do coração e ali mesmo
morreu atirada no passeio.
159 Uns dias depois, o irmão Branham falava do amor de Cristo a uns mecânicos em
uma garagem na mesma cidade de Nova Albany, e também lhes contou sobre a visão.
Quando já estava para pedir-lhes que orassem e entregassem seus corações ao
Senhor, o dono da garagem vizinha lhe disse: “Billy, tu és bem vindo em minha
garagem, porém quando entrares deixe fora essa religião fanática.” O irmão
Branham lhe respondeu: “Senhor, onde Cristo não é bem vindo eu não entro. O que
eu vos falo é aquilo que é verdadeiro, o que Deus me tem revelado.”
160 Depois que este homem disse isto, riu de maneira escarnecedora, e dando umas
palminhas nas costas do irmão Branham, se foi do lugar. Porém antes que ele
pudesse entrar em sua garagem, seu próprio genro, dando marcha a ré com seu
caminhão carregado, o atropelou, esmagando-lhe as pernas com as rodas.
161 Dois dias depois, enquanto pregava ao ar livre numa rua da cidade, uma
senhora que tinha sua mão aleijada disse ao irmão Branham, “Eu sei que a unção
de Deus está sobre você, quando orar, lembre-se de minha mão aleijada. A tenho
nesta condição por vários anos.” Ele lhe respondeu: “Se você crê de verdade,
estire sua mão porque Jesus Cristo a tem curado.” Imediatamente sua mão
endireitou. A pobre mulher gritava de gôzo enquanto de joelhos dava graças a
Deus quem a havia curado.
162 Uma mulher de pé a seu lado disse: “Se essa religião de Billy Branham é a
verdadeira, eu não quero ter nada a ver com ela.” Porém, enquanto ela voltou
para se ir, algo estranho sucedeu. Tropeçou numas pranchas e caindo ao piso
fraturou seu braço em quinze lugares. O braço quebrado foi do mesmo lado do da
outra senhora que fôra curada.
A VISÃO DE MILLTOWN
163 Em outra ocasião, o irmão Branham estava novamente na casa de sua mãe. Esta
visão, tal como a maior parte das que tem tido, veio a ele como às duas ou três
da madrugada. Na visão lhe pareceu encontrar-se num bosque caminhando sem saber
para onde se dirigia. De repente ele ouviu um gemido mui comovente. Lhe pareceu
como se estivesse ouvindo o balido de uma ovelhinha. Ele se perguntava: “Onde
estará essa ovelhinha?” Então começou a buscá-la em meio a névoa e a escuridão.
A princípio creu que o que ouviu era: “Bah-h-h, Bah-h-h.” Mas quando o som se
aproximou mais, lhe pareceu a uma voz humana dizendo: “Mi-l-l-town, Mi-l-l-town.”
164 O irmão Branham nunca havia ouvido mencionar esse nome anteriormente; e logo
depois disto, saiu da visão. Então começou dizer aos seus que em algum lugar
havia uma ovelhinha do Senhor em apuros e que era perto de um lugar chamado
Miltown. Um homem chamado George Wright, quem assistia à igreja do irmão Branham,
disse que conhecia um lugar por esse nome, e estava perto de onde ele vivia.
Então no sábado seguinte foram a Miltown.
165 Ao chegar ao lugar, ele olhou a seu redor, mas sem poder imaginar para que o
Senhor o queria ali. Finalmente decidiu celebrar um culto ao ar livre frente a
uma tenda. Tendo o irmão Wright que execurar uma missão, pediu ao irmão Branham
que fôsse com ele. O irmão Branham disse que iria com ele. Entraram no carro e
se dirigiram ao lugar atravessando um morro. Enquanto iam, o irmão Branham viu
uma igreja Bastista muito grande, situada ao lado de um cemitério. O irmão
Wright lhe disse que essa igreja já não a usavam, mas só para funerais. Assim
que disse isso, o irmão Branham sentiu algo em seu coração. Ali era onde o
Senhor o queria. Quando disse isso ao irmão Wright, este foi buscar as chaves da
igreja para que a pudessem ver por dentro. Enquato o irmão foi buscar as chaves,
o irmão Branham se assentou nos degraus e orou desta maneira: “Pai celestial, se
este é o lugar onde tu queres que eu esteja, permita que as portas se abram.”
166 Assim o permitiu o Senhor, e anunciaram um culto. Mas não tardou muito em
dar-se conta que teria bastante dificuldade, devido às igrejas daquele lugar
haverem ensinado às pessoas contra a cura divina.
167 O primeiro homem a quem o irmão Branham convidou, lhe disse: “Estamos mui
ocupados para assistir a esses avivamentos; nós criamos galinhas e não temos
tempo para isso.” No entanto, pouco depois, este homem morreu; assim sendo tão
pouco pôde continuar criando galinhas.
168 No sábado seguinte, começaram o avivamento. Só quatro pessoas assistiram, e
eles foram a família Wright. Na noite seguinte foi um pouco melhor. Na terceira
noite, entrou um homem de olhar mal encarado, sacudiu a cinza de seu cachimbo e
se assentou no assentou da parte de trás e perguntou ao irmão Wright: “Onde está
aquele pequeno fanfarrão? Quero dar-lhe uma boa olhada.” O irmão Wright passou à
frente e foi dizer ao irmão Branham que um caso difícil havia se apresentado; No
entanto, antes de terminar o culto daquela noite, este homem estava no altar
chorando diante do Senhor. Seu nome é William Hall, e ele é pastor dessa igreja
agora.
169 Muita gente estava se reunindo e o irmão Branham lhes fêz menção da visão
que havia tido. Então o irmão Hall passou à frente e disse: “Irmão Branham, do
outro lado da montanha há uma moça que tem estado lendo seu livro: “Jesus Cristo
é o mesmo ontem, hoje e eternamente.” Ela tem estado prostrada por oito anos e
nove meses, e nunca tem se levantado de sua cama. Se encontra tuberculosa, e os
doutores têm dito em anos atrás que não há esperança para ela. Cada dia se
enfraquece mais e atualmente pesa uns vinte quilos. Ela tem vinte e três anos. A
moça tem estado chorando e suplicando para que você venha onde ela está, porém
seus pais são membros de uma igreja daqui, onde têm ameaçado de exclusão os que
vierem lhe ouvir. Irá você irmão Branham?”
170 O irmão Branham respodeu: “Eu vou se você conseguir a convencer seus pais.”
O irmão Branham sentiu que Deus o estava dirigindo para esse lugar. O nome da
jovem era Georgia Carte, e seu pai era superintendente de uma pedreira. Sua mãe
mandou dizer ao irmão Branham que ele podia ir ver a moça, porém que nem ela nem
seu esposo estariam em casa enquanto ele estivesse ali.
171 Quando ele entrou em casa, viu seu livrinho na cama e lhe perguntou: “Crês
no que tens lido?” Ela lhe respondeu: “Creio, senhor.” Disse isto em voz tão
baixa que o irmão Branham teve que se aproximar para poder ouvir o que dizia.
Até então o irmão Branham não conhecia o que agora conhece acêrca da cura
divina, mas orava pelos enfêrmos que via curados em visão. Ele lhe contou de uma
moça chamada Nale, a qual havia sido curada, e lhe sugeriu que orasse para que
Deus o dirigisse por meio de uma visão a orar por ela. [Mais tarde, por certo,
aprendeu que todos poder ser curados crendo na Palavra, mesmo quando Deus ainda
continua lhe dando visões sobre as curas].
172 Os serviços continuaram, Deus continuou abençoando-os até o ponto em que já
reuniam algumas centenas de pessoas. Um dia o irmão Branham teve um serviço
batismal em Totton Ford, em Blue River. Aquela tarde devia batizar 30 a 40
pessoas. Pouco antes, nessa mesma localidade, um ministro teve um serviço e
havia pregado contra o batismo por imersão; porém naquela tarde Deus demostrou
seu poder em tal maneira que umas quinze pessoas da igreja deste ministro
passaram adiante para serem batizadas com as próprias roupas que usavam.
173 Toda aquela semana, Georgia a havia passado orando: “Oh, Senhor, envia-me o
irmão Branham outra vez; mostre em visão para ele a fim de que eu seja curada e
possa me batizar com os demais.” Quando o dia dos batismos chegou, ela estava
que não podia descansar mais, contudo continuava clamando. Sua mãe tratava de
acalmá-la, porém ela estava tão desesperada que não podia ser consolada. Depois
que os batismos terminaram, o irmão Branham foi à casa do irmão Wright para
ceiar ali. O irmão Brace, que havia estado no cumprimento da outra visão, também
lhe acompanhou. O Espírito falou ao irmão Branham dizendo-lhe: “Não comas, mas
vá ao bosque orar.” Então o irmão Branham disse: “Vou orar um momento, porém
quando o jantar estiver pronto, toque o sino e eu virei.” Logo o irmão Branham
foi orar no bosque a certa distância do lugar, mas lhe foi difícil fazê-lo, pois
haviam muitos carrapichos colados em sua roupa; se mantinha pensando que talvez
podia se tornar tarde para o culto da noite. No entanto, ele se manteve orando
com todo seu coração, e logo se encontrou perdido no Espírito. Finalmente ouviu
uma voz que chamava dentre as árvores em alguma parte do bosque. Ele se levantou
e o sol já havia se ocultado e se fazia noite; o sino do jantar havia soado,
porém ele não o havia ouvido, e então os irmão tinham saído à sua procura. Ao
levantar-se viu uma luz amarela que vinha do céu e alumiava o bosque. Então uma
voz falou-lhe dizendo: “Passa pelo caminho dos Carter’s.” Isso foi tudo. Então
ele ouviu vozes que saíam de diferentes partes do bosque dizendo: “Oh irmão
Branham.” Então começou a sair do bosque e quase caiu nos braços do irmão
Wright. O irmão Wright lhe disse que fazia uma hora que o jantar estava pronto,
e por isso haviam saído a procurá-lo. “Que tem acontecido?” lhe perguntaram
eles.
174 O irmão Branham lhe respondeu: “Não posso jantar. Vamos à casa dos Carter’s.
O Senhor tem me enviado a esse lugar para a cura de Georgia.” O irmão Wright
disse: “Estás seguro?” Então chamou ao irmão Brace e logo entraram no carro e se
dirigiram para a casa dos Carter’s a qual estava a umas sete milhas de
distância. Antes de sair disseram aos demais que jantassem e que fôssem à
igreja, já que eles não podiam esperar, porque a visão havia mostrado ao irmão
Branham que fôsse imediatamente.
175 Deus estava operando em ambos os extremos da linha. Foi como quando o anjo
falou a Pedro; as pessoas haviam se reunido na casa de Marcos e todos estavam
orando. Georgia já estava mui agitada. A mãe estava tão deprimida que foi a seu
quarto orar. Ela orava: “Senhor, que vou fazer? Esse homem chamado Branham tem
vindo perturbar minha filha, e ela já está nove anos nessa situação. Quem é este
homem, Senhor?” Logo depois de haver dito isso, ela caiu perdida no Espírito de
oração, e ouviu uma voz que lhe disse: “Olha para cima.” Ao levantar o rosto
creu ver uma sombra sobre a parede, e viu que era uma pessoa parecida ao Senhor
Jesus. Ela lhe perguntou: “Senhor, que posso fazer?” Na visão o Senhor lhe
disse: “Quem é este que entra pela porta?” Então ela viu ao irmão Branham e a
dois homens que lhe seguiam. Ela reconheceu ao irmão Branham pela seus testa
alta e pela forma de carregar a Bíblia sobre o peito. Então começou a gritar:
“Eu não estou sonhando! Eu não estou sonhando!” Então correu para o outro quarto
e disse: “Georgia, algo tem sucedido.” Então ela começou a lhe contar a visão.
Quando já havia quase terminado de contar a visão, ouviu que alguém abria a
porta. Ela olhou e era o irmão Branham que acabava de chegar. Ele não bateu na
porta, simplesmente a abriu e entrou. A mãe caiu sobre a cadeira quase
desmaiada. O irmão Branham entrou diretamente para o quarto em que estava
Georgia e parou junto à cama e lhe disse: “Irmã, tenha bom ânimo; Jesus Cristo,
a quem tens servido e tens amado e a quem tens orado, tem ouvido teus rogos e
tem me enviado de acôrdo com a visão. Ponha-te sobre teus pés, porque Ele te tem
curado.”
176 O irmão Branham a tomou pela mão. Recordem, ela não havia se levantado de
sua cama por nove anos. A mãe apenas podia movê-la, de tantas chagas que tinha;
sua cabeça se via quadrada; seus olhos estavam mui fundos e seus braços pareciam
paus de vassouras em suas partes mais grossas. Porém quando o irmão Branham lhe
disse que Jesus a havia curado, imediatamente se levantou e se pôs sobre os seus
pés. Sua mãe começou a gritar. Ela estava vendo sua filha pela primeira vez
sobre seus pés, caminhando pelo quarto, não por sua própria força, mas sob o
poder do Espírito Santo, sem nenhum ampara humano. Quando o irmão Branham se
dispunha a ir embora, a irmã de Georgia entrava correndo; e ela também começou a
gritar.
177 Mais tarde, quando o pai chegou e viu a sua filha assentada ao piano
tocando, pouco lhe faltou para desmaiar. Ele então foi ao povo e começou a
testificar a todos que encontrava. A moça saiu ao pátio e se assentou sobre a
grama e começou a bendizer a grama e as folhas; e levantando seus olhos ao céu
bendizia a Deus, dizendo: “Oh Deus, quão bom Tu tens sido comigo.” Estava tão
contente!
178 Aquela noite a igreja se encheu de gente. Ao chegar o domingo havia outro
serviço batismal, e tanto Georgia como a outra moça de nome Nale, foram
batizadas em Totton Ford naquele domingo. Georgia agora é a pianista na Igreja
Batista de Milltown, e goza de perfeita saúde.
179 Esses são só dois casos tomados de um grande número; pois têm havido
milhares de visões em relação a curas que têm tido lugar na plataforma. Ainda
não tem havido um erro quanto a sua veracidade, nem tão pouco o haverá.
180 Aqueles que têm estado nos serviços do irmão Branham, sabem que a miúde ele
diz: “Assim Diz o Senhor.” Quando assim o faz, aquilo ao qual se refere, chegará
a suceder. Nunca há erro nisto. Se não diz estas palavras, é porque não tem
havido visão para indicar com segurança positiva o que vai suceder. Para
ilustrar isto, de modo que possa ser melhor entendido, ponhamo-lo da seguinte
maneira: Aqui estão dois paraliticos de pé frente a ele. Diante deles ele repete
a visão que lhe diz quem são estes homens, de onde vêm e que causou sua condição
de paralisia: depois pode que diga a um deles [uma vez terminada a oração]:
“Regresse à sua casa crendo”, e ao outro: “Assim Diz o Senhor, você tem sido
curado.” Esta última pessoa se levantará imediatamente, ou se Deus escolher
curar-lhe um pouco mais tarde, isso não faz diferença, porque a pessoa, sem
dúvida alguma, será curada. Para o primeiro caso não teve nenhuma visão onde viu
a este enfêrmo ser curado, porém no segundo caso, teve uma visão onde viu ao
enfêrmo caminhando. Cada visão chega a cumprir-se tal como ele a vê.
181 Eis outro exemplo disto. Numa ocasião um homem cego veio para receber a
oração. Enquanto orava, o irmão Branham disse: “Assim diz o Senhor, você tem
sido curado.” O homem foi para sua casa tão cego como antes de orar por ele.
Este homem então foi a um dos do grupo do irmão Branham dizendo-lhe que ele
estava confuso em relação ao cumprimento dessa profecia. Eles voltaram a ouvir a
gravação onde estava a oração, e efetivamente a visão havia indicado que o irmão
Branham havia dito: “Assim Diz o Senhor, você está curado.” Ele então animou a
este homem a que cresse em Deus, dizendo-lhe que era certo, e que com ele
sucederia como no caso de Abraão, ao qual Deus disse: “Te tenho feito pai das
nações... e te multiplicarei,” Em seu caso isto significava: “Eu já te tenho
curado, creia que já esta feito.” O homem se alegrou e se foi glorificando a
Deus por sua cura. Ele vendia jornais para poder viver, e quando terminava de
apregoar seu jornal, seguiu louvando ao Senhor por sua cura.
182 Numa ocasião enquanto este homem se barbeava, o barbeiro mencionou o tema de
sua cura [pois ele seguia louvando a Deus por lhe haver curado, embora
continuasse cego] e do Rev. Branham. O homem cego lhe disse: “Sim, eu sei tudo
isso; estive ali e ele orou por mim, e glória a Deus, eu estou são.” Assim que
ele disse isso, foi totalmente curado, e saiu correndo transbordando de alegria
e glorificando a Deus.
183 Em janeiro de 1950, enquanto o irmão Branham celebrava alguns serviços em
Houston, Texas, ocorreu um evento mui sobressalentes, o qual estabeleceu para
sempre a verdade da Luz que acompanhava seu ministério. Sucedeu que um
enfurecido ministro Batista acusou o irmão Branham de haver insinuado que ele
curava aos enfêrmos. Também dizia este ministro opositor, que a Cura Divina não
era para esse tempo. Foi tanta sua insistência que alguns do grupo do irmão
Branham decidiram aceitar um debate. Sem dúvida que o anúncio desse debate tomou
grande proeminência nas notícias do jornal da cidade. Com este debate, o qual
foi transformado num drama de baixo calibre, o Rev. Best [o opositor] pediu a
seus fotógrafos que o fotografassem enquanto ele punha seu punho debaixo do
nariz do evangelista Bosworth. Finalmente, quando o Rev. Best e seu grupo viram
que não haviam podido ganhar nenhum argumento no debate; mas pelo contrário, a
audiência favorecia ao evangelista Branham e seu grupo, contudo, esse ministro
Batista continuou insistindo que o irmão Branham fôsse à frente. O irmão Branham
é um homem humilde e ao mesmo tempo entendido. Ele sabia que se a demonstração
do poder de Deus não fizesse a pessoa crer, um debate ou algum argumento tão
pouco conseguiria convencer a tal pessoa; porém finalmente foi à frente.
Enquanto estava de pé no púlpito os fotógrafos tiraram mais uma fotografia do
irmão Branham. Ao tirarem esta última fotografia, muitas pessoas, [não todas]
viram uma luz mui brilhante pousar sobre a cabeça do irmão Branham. Quando o
filme foi revelado no estúdio, as fotos tiradas do Rev. Best estavam totalmente
negativas, só a que foi tirada do irmão Branham saiu clara e com uma luz sobre
sua cabeça. Esta fotografia foi levada ao Senhor George Lacy, que era chefe dos
laboratórios do F.B.I [Laboratório Federal de Investigação]. Ele deu duas
declarações assinadas de que o negativo não havia sido alterado e que não havia
dupla exposição; que se havia submetido a todos os exames conhecidos, e o
veredito final foi que era uma foto genuína e sem nenhuma classe de retoques.
Ele, pessoalmente, indicou que esta fotografia era a única no mundo inteiro,
onde aparece a imagem genuína de um ser sobrenatural.
184 Sendo que se poderia escrever volumes do ministério privado deste homem, e
não dispondo nós de espaço suficiente para continuar, seria melhor relatar
aquelas coisas que lhe têm acontecido em seu ministério, porém que têm sido
vistas por alguns de seus companheiros.
185 O irmão Branham ama a natureza. Ele pratica a caça e a pesca, monta a cavalo
e caminha por milhas. De modo que as seguintes narrações terão a ver com bosques
e montanhas, o que ele ama tanto.
UMA RESSURREIÇÃO AUTÊNTICA
186 Um dia o irmão Branham, Acompanhado dos irmãos Banks e Lyle Woods [dois
irmãos que antes haviam sido Testemunhas de Jeová] saíram para Dale Hollow,
Tennessee, a pescar. Pela manhã, quando estavam pescando, Banks e Lyle começaram
a falar sobre uma senhora muito velha que pertencia à igreja de Deus, a qual
costumava dar-lhes pão com leite para comer. Enquanto eles pensavam sobre a
caridade desta mulher cristã, Banks disse a Lyle que eles deveriam visitá-la
para ver como estava e também para dizer-lhe que eles haviam sido salvos e que
estavam tratando de servir ao Senhor da melhor maneira que podiam. Quando ele
terminou de dizer isto, o Espírito de Deus se moveu sobre o irmão Branham
atraindo sua atenção e uma voz disse: “Assim Diz o Senhor, nas próximas horas
haverá a ressurreição de uma animalzinho.” Imediatamente o irmão Branham pensou
num gatinho que seu filhinho José havia apertado com muita força, brincando com
ele, e o havia atirado contra o piso. Ele pensou que talvez o gatinho houvesse
morrido e que a oração da fé o devolveria vivo a seu dono.
187 Já faziam algumas horas que eles estavam pescando, quando Lyle pescou um
peixinho. O peixe era mui pequenino, não obstante, havia engolido a isca e o
anzol. Não havendo maneira de extrair o anzol, Lyle lhe deu um puxão e tirou o
anzol juntamente com os intestinos e as guelras do peixinho. Ao atirá-lo à água
disse: “Peixinho, esta foi sua última isca.” O pequeno peixinho fêz seus últimos
movimentos e caindo de lado, ficou flutuando, sendo levado para a margem pelo
movimento das ondas.
188 Passado uns trinta minutos, o irmão Branham sentiu uma rara sensação. Deu
uma olhada nas árvores que estavam à margem, e dali vinha movendo-se, à maneira
de um redemoínho, um vento forte, e o Espírito de Deus lhe falou novamente:
“Ponha-te sobre teus pés, fala a esse peixinho, e voltará a viver.”
189 Imediatamente se pôs de pé e exclamou: “Peixinho, te devolvo a vida.” Aquele
peixinho morto que flutuava há uns poucos minutos, recebeu vida, e movendo-se
ligeiramente se mergulhou na profundidade do lago. Banks Woods havendo
experimentado o assombro do milagre, disse como os apóstolos do passado no monte
da transfiguração: “É bom que fiquemos aqui.”
190 Lyle se sentiu preocupado e disse: “Irmão Branham, isso foi por mim, não é
certo?”
191 “Não,” respondeu o irmão Branham, “não o foi.”
192 Estes homens foram testemunhas de confiança deste evento tão estupendo.
193 Por que quis Deus ressuscitar este peixinho? Acaso não haviam centenas de
pessoas enfêrmas na lista de espera do irmão Branham aguardando a humilde oração
do servo de Deus? Não haveria sido melhor levantar a um paralitico de sua
cadeira de rodas, ou talvez curar um câncer, para a glória de Deus? Sim, Ele
quer levantá-los e curá-los, porém a ressurreição deste peixinho demonstra que
Deus é Deus de toda a criação, grande ou pequena. Como Ele mesmo tem dito que
Seus olhos velam pelo pardal, velam pelo mais insignificante. Ele cuida de Sua
criação. A todos ama.
O CARIBU E O URSO
194 O irmão Branham sempre tem sido mui piedoso. Quando sua mãe morreu, sentiu a
perda profunda em seu coração, porém o Deus de toda consolação lhe consolou
durante esta amarga experiência. Como um pai carinhoso que sabe consolar a seu
filho na dor, Deus lhe deu uma visão relacionada com uma futura viagem de caçada
ao Canadá. Ele relatou toda a visão a sua congregação em Jeffersonville,
Indiana, muitos meses antes de que chegasse a suceder.
195 Na visão ele estava de caçada em algum lugar do norte da América. Não lhe
foi possível dizer exatamente o lugar, porém sabia que classe de animal haveria
de caçar. Um dos animais que lhe foi mostrado parecia um veado, porém era muito
maior que este. Ele nunca havia caçado e nem visto um parecido um toda sua vida.
Quando saiu a caçar este animal, lhe acompanhavam dois homem; um deles tinha a
camisa de quatro verdes. Enquanto buscava com muito cuidado ao animal parecido a
um veado, fazendo o menor ruído possível, de repente, viu um casal de espécie,
mui parecidos ao cervo. Logo depois de pôr-se em posição para fazer um bom tiro,
disparou e matou ao animal, e ao examiná-lo, viu aproximar-se a mão de um menino
e medir o comprimento dos chifres. A fita mediu exatamente 42 polegadas.
196 Enquanto carregava seu troféu, viu um grande urso pardo, e também o matou de
um só disparo. Enquanto olhava o urso que jazia em terra, se perguntava como
havia sido possível que ele matasse esta classe de animal com um rifle de
calibre tão pequeno. O calibre do rifle era demasiadamente pequeno para matar a
este animal tão enorme; era um rifle 270 com bala. Depois de tirar a pele do
urso, desapareceu a visão.
197 Como um mês mais tarde, um amigo o convidou a caçar ursos e alces, porém o
convite não lhe pareceu concordar com a visão, uma vez que os chifres do alce
são diferentes dos do animal que ele havia visto na visão, os quais eram mui
parecidos aos do cervo.
198 Um mês depois disto, ele recebeu outro convite de Bud [Harvey] Southick,
guia da primeira classe da autopista do Alasca, para ir de caçada com o irmão
Eddie Byskal, pastor do guia. O irmão Branham havia estado anteriormente neste
lugar em viagem de caçada, e enquanto esteve ali, ajudou a um moço a recobrar
sua saúde. A cura ocorreu da seguinte maneira:
199 O forte São João, está ao extremo norte, acima, no Yukon, onde realmente o
sol não se põe; só se torna nebuloso. Desta maneira os caçadores tinham
suficiente tempo para falar das coisas do Espírito. O Rev. Byskal estava
contando a Bud acerca das campanhas do irmão Branham, sobre as visões e as
curas. Isto agradou muito a Bud; então Bud disse que ele se sentiria mui
contente se o irmão Branham chegasse a ver a seu irmão que padecia de epilepsia;
porque estava seguro que conseguiria algo bom. Ele, constantemente, falava do
irmão Branham tendo uma visão do moço sendo curado pela oração.
200 Um dia, depois que o irmão Branham havia ajudado a seus companheiros a
colocar os cavalos no carretão, eles se perguntavam se ele havia tido uma visão
deste jovem. O irmão Branham disse ao Sr. Southwick que a visão lhe havia sido
mostrada e que o jovem havia adquirido a enfermidade quando menino; logo seguiu
descrevendo ao jovem; pediu que o trouxesse ao forte São João e que o vigiasse;
quando ele desse o primeiro ataque, era para arrancar-lhe a camisa e atirá-la ao
fogo no Nome de Jesus; então o ataque cessaria. Lhe foi dito que fizesse tudo no
Nome de Jesus e teria a vitória assegurada.
201 Trouxeram o moço ao forte São João. Bud disse a sua esposa que tinha um
“Assim Diz o Senhor” para o jovem; que tudo o que tinha que fazer era seguir as
instruções. Quando o jovem adoecia, sofria de cinco a seis ataques ao dia.
Quando o ataque lhe veio, Bud já se havia ido. A Sra. Southwick, uma pequena
mulher, porém cheia do Espírito, ao ver ao jovem sob o ataque, lhe arrancou a
camisa e a atirou ao fogo no Nome de Jesus; os ataques cessaram imediatamente e
nunca mais voltaram.
202 Por isso, quando chegou esta carta convidando ao irmão Branham para caçar,
ele sentiu que devia ir. Então o irmão Fred Sothman e ele, saíram. No caminho
contaram a visão a centenas de pessoas. Por conseguinte, eram muitos os que
ansiosamente esperavam o resultado desta viagem de caçada, para saber se era o
tempo do cumprimento da visão.
203 Os dois homens chegaram até o ponto de desenhar um quadro do lugar e dos
animais que haviam de caçar.
204 Logo depois de chegar e falar com seu guia, foram informados que nesse lugar
simplesmente não havia animais como os que eles descreviam; para melhor dizer,
mesmo os veados eras raros naquele território. O alce dali não tinha os chifres
como ele o havia visto na visão, tão pouco ali haviam ursos, especialmente urso
pardo [urso grande e mui feroz da parte ocidental da América do Norte]. Aquela
era uma região mais própria de ovelhas; portanto, tinham que limitar-se a caçar
ovelhas.
205 Isto não preocupou ao irmão Branham, porque a visão podia ter cumprimento em
qualquer outro tempo. De uma coisa estava certo, e era que a visão chegaria a
cumprir-se.
206 Eles então sairam caminho de três dias a caçar ovelhas no montanha; Eddie
caiu num buraco e teve que regressar ao caminhão para trocar-se; os outros
seguiram e subiram muito alto. No dia seguinte pela manhã sairam e viram uma
alce e uma novilha; mais tarde viram umas ovelhas. Eddie matou um alce e depois
de prepará-lo, o levaram ao acampamento.
207 O irmão Branham e Bud saíram com o pensamento de conseguir algo do outro
lado da montanha. O irmão Branham decidiu dar uma olhada na montanha com seus
binóculos. Ao fazê-lo, viu o animal da visão; passou os binóculos a Bud; e este
viu um enorme alce porém com os chifres diferentes; não eram chifres afinados,
mas bem parecidos aos do cervo. O animal e a cena eram exatamente como ele os
havia visto na visão.
208 Então Bud mencionou ao irmão Branham que ali por certo, deveria aparecer um
urso e um homem com uma camisa xadrez. O irmão Branham lhe disse que olhasse ao
acampamento que ali estava Eddie com uma camisa de quatro verdes que sua esposa
havia colocado em seu alforge e agora a tinha vestido.
209 Então Bud voltou a olhar novamente ao caribu. Estava seguro de que não o iam
poder apanhá-lo porque o animal estava olhando para eles diretamente, e não
havia nada que os escondesse do animal. Seguiram adiante e aquela besta nem se
movia; caminhara umas trinta e cinco jardas e finalmente o irmão Branham
disparou e matou o caribu. Haviam outros, porém não tinham os chifres como ele o
havia visto na visão.
210 Agora vem a outra pergunta: aparecerá também o urso? Isso seria semelhante a
pergunta do Antigo Testamento: Deus tem provido o maná, mas, poderá também
prover a água?
211 Bud então tomou novamente os binóculos para examinar a montanha outra vez.
Ele podia ver toda a área, porém não via nem rastro de urso, nem onde esse
pudesse se esconder. Bud começou a duvidar, porém o irmão Branham lhe recordou
que um dos nomes de Deus é “O Senhor Nosso Provedor.” Seria estranho que Deus
prometesse um urso e logo não pudesse provê-lo. Ele deu a Abraão um cordeirinho
prêso na sarça quando não haviam cordeirinhos em toda aquela região; portanto,
este urso deveria aparecer em cena. Isso era um “Assim Diz o Senhor” e seria um
urso pardo. Já haviam visto ao homem com camisa de xadrez verde, haviam matado
um animal que era impossível conseguir nessa região. Era de se esperar que a
terceira promessa se cumprisse também.
212 Começaram a caminhar e Bud seguia expressando suas dúvidas. Não era que ele
não quisesse crer, mas era algo bastante difícil de crer. O sol já estava se
ocultando e estava escurecendo; não havia urso visível, nem lugar por onde
pudesse aparecer.
213 Enquanto Bud examinava a área numa direção, o irmão Branham olhava para
outro lado. De repente o irmão Branham pediu a Bud que se voltasse e olhasse e
apontando-lhe um lugar na montanha, lhe perguntou que via. Ali estava o urso
pardo maior que Bud até então vira. Quase se desmaiou ao vê-lo. Ali estava
aquele grande urso sobre suas quatro patas; tão grande como uma vaca. O vento
soprava e levantava seu pelo.
214 Bud quis disparar ao urso dessa distância, porém segundo a visão, tinha que
chegar a umas 500 jardas dele. Bud tinha muito mêdo de aproximar-se tanto,
porque sabia que essa classe de urso, ainda que com uma bala no coração, era
muito perigoso e podia matá-los; porque os ursos pardos são ferozes; uma vez
chegaram a ser o terror das planícies. À miúde os índios o chamavam: “O urso que
anda como um homem.”
215 Eles seguiram adiante em direção ao urso. O irmão Branham seguiu com seu
pequeno rifle, um 270 com balas 130. Bud sabia que para matar essa classe de
urso se necessitava de um rifle de maior potência; porém a visão havia indicado
que seria com esse pequeno rifle e a uma distância mui curta. Ele haveria de
acertar ao urso e este ao cair rolaria quase aos pés deles.
216 Ter uma visão é algo muito bom; porém participar nela e chegar a cumprí-la
em meio de grande perigo, é algo diferente. O apóstolo Paulo teve a visão do
barco partindo-se e afundando-se, e todos, mesmo os que não sabiam nadar,
chegariam salvos à margem. A visão foi maravilhosa, porém foi necessário muita
coragem da parte de Paulo para ser o líder nesse naufrágio. Seguiram adiante. O
irmão Branham encorajou a Bud dizendo-lhe que mesmo tendo um rifle tão pequeno,
o mataria de todas as maneiras, porque a Palavra de Deus não podia falhar. Uma
coisa é dizê-lo, e outra é passar por essa experiência.
217 Devagar, porém seguros, foram se aproximando. Bud queria que disparasse nas
costas para lhe quebrar o espinhaço e deixá-lo indefeso. O irmão Branham lhe
disse que o tiro seria no coração, porque se desobedecesse a visão, poderia
resultar em algo desastroso. Ele então sugeriu a Bud que ficasse detrás dele,
porém Bud não quis.
218 Subindo, chegaram a uma distância de 300 jardas, e ali, em cima na colina,
estava o urso pardo. Quando os viu, se dirigiu ferozmente para atacá-los.
Enquanto se dirigia a eles com tamanha fúria para destroçá-los, o irmão Branham
apontou com seu pequeno rifle e lhe disparou tão certamente, que lhe acertou o
coração. O avanço do urso para eles era bastante acelerado, pois vinha descendo
um morro; de repente ele caiu em terra, e rolando morro abaixo, caiu morto como
que a 50 jardas deles, exatamente como a visão o havia mostrado. Nem mais, nem
menos; perfeitamente.
219 Bud quase não podia falar. Disse que se os chifres do caribu medissem 42
polegadas, ele sairia gritando. Então o irmão Branham lhe disse que podia
começar a gritar dali mesmo de onde estava, porque sem dúvida, mediriam 42
polegadas exatas.
220 Quando chegaram ao acampamento, o irmão Branham disse a Bud que observasse
ao menino de Eddie, porque segundo a visão, era ele quem haveria de medir os
chifres, pois nela o irmão Branham havia visto a mão de um menino medindo-os.
221 Bud estava pasmado, já havia visto demais; estava quase atônito e apenas
podia dizer uma palavra. Com grande assombro ficou olhando ao irmão Branham e
lhe perguntou: “Irmão Branham, poderia você me dizer onde estarei eu daqui a um
ano?” Ele pensou que talvez o irmão Branham soubesse todas as coisas, pois já
havia visto o suficiente para dar lugar a este pensamento.
222 Agora bem, por que faz o Senhor estas coisas? É que Ele nos ama e quer
cuidar de nós. Ele quer dirigir totalmente nossas vidas. Algum dia nos daremos
conta disto; eu espero que não seja muito tarde.
223 O cumprimento de visões é algo tremendo; porém, ainda há outra fase no
ministério do irmão William Branham que faz com que a gente fique maravilhado.
Em seu novo ministério, ele pode falar a Palavra e as coisas chegam a suceder
tal como o tem dito. Isto está em conformidade com Marcos 11: 23: “Porque em
verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no
mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o
que disser lhe será feito.” Aqui apresentaremos agora, algumas ilustrações deste
ministério da Palavra Falada.
A CURA DA IRMÃ BRANHAM
224 No ano de 1950, quando o irmão Branham estava celebrando uma campanha na
Califórnia, enquanto ministrava aos enfêrmos na fila de oração, se dirigiu à
irmã Millikian, a qual aparentemente não estava enfêrma, e lhe disse que ela
sofria de uma inflamação nas pernas. A dama creu que porquanto ela não sentia
nenhum sintoma de tal enfermidade, era bastante difícil que isso fôsse certo.
Então o irmão Branham lhe mostrou o sinal em sua mão, a qual indicava essa
condição nela, e para demonstrar-lhe que quando uma pessoa estava normal e em
perfeita saúde, em sua mão não havia nenhuma reação, tomou a mão de sua esposa
Meda, e disse: “Veja você que ao tomar a mão de minha esposa na minha, não há
nenhuma reação ou alguma mudança de côr.” Porém como se um raio de luz lhe
houvesse dado no rosto, ele disse: “Meda, não sabia que havia algo mal em tí. Tu
tens um quisto no ovário esquerdo!” “Como!” Exclamou ela. “Eu me sinto
perfeitamente bem!” “De todos os modos, disse ele, o quisto está ali.”
225 A irmã Branham não tem parto normal. Seus filhos nasceram através de
operação cesariana. Até agora, ela havia dado à luz a Rebeca. Quando estava para
dar à luz a segunda vez, o irmão Branham pediu ao médico para procurar o quisto.
O médico examinou, porém não encontrou nada.
226 Passaram alguns anos sem que ela sentisse nenhuma anormalidade em sua
condição física, o doutor lhe disse novamente que não havia visto sinal de
quisto algum.
227 Porém, pelo ano de 1962, a irmã Branham começou a sentir-se mal com uma dor
no lado esquerdo inchando o local um pouco. Então ela foi ao doutor, o qual lhe
disse que ela tinha um quisto que se havia convertido num pequeno tumor, e lhe
recomendava operar-se.
228 Eles, no entanto, sendo uma família de fé, decidiram esperar no Senhor. O
tumor continuava crescendo. Quando eles se mudaram de Jeffersonville para Tucson,
o doutor que a atendia em Lousville, Kentucky, escreveu uma carta e enviou os
exames com ela a outro doutor em Tucson. Já o tumor se havia tornado bastante
grande, aumentando assim a incomodidade e o mal estar da irmã Branham; também o
doutor estava preocupado pensando que pudesse ser um tumor maligno. Não
obstante, a operação foi deixada para depois, não só pelo fato de esperar em
Deus, mas pensando que ela poderia esperar até depois do Natal, para assim dar
oportunidade à família de regressar a Jeffersonville para esse dias.
229 Por esse tempo o irmão Branham acabava de regressar de Nova York, onde havia
tido uma campanha. Ele estava ciente da enfermidade de sua esposa e da
necessidade de operá-la. Ela então lhe chamou e lhe disse que apenas conseguia
caminhar e que o doutor insistia em operá-la. Ele lhe pediu que esperasse um
pouquinho mais até depois do Natal. Sentindo-se tremendamente preocupado por
ela, foi à sala de sua casa, em Jeffersonville, Indiana, e ali se ajoelhou sobre
um almofadão onde eles costumavam celebrar o culto familiar. Orando com
compaixão e sinceridade, pediu ao Senhor que tivesse misericórdia dela. Então
veio a presença do Senhor, a Coluna de Fogo entrou na sala, e a voz de Deus lhe
falou dizendo-lhe: “Ponha-te sobre teus pés; diga o que queres e será feito como
tu disseres.”
230 Estando o irmão Branham bem consciente desta tremenda promessa, disse: “Que
antes que o doutor a toque, o tumor desapareça.”
231 No dia seguinte, a irmã Branham e a irmã Norman foram ao médico para outro
exame. A enfermeira lhe ajudou a pôr o roupão para o exame. Ela apenas podia
subir à mesa onde iam examiná-la. O doutor entrou ao quarto e começou a examinar
o lado inchado. Ao mesmo tempo que a mão do médico descia para tocá-la, ela
sentiu uma sensação como de frio e encolhimento no lado do tumor. O doutor
examinou o lado afetado; logo foi ao outro lado e o examinou também. Um pouco
perplexo lhe disse: “O inchaço era do lado esquerdo, não era Sra. Branham?” “Sim
senhor, era ali”, respondeu a irmã Branham
232 Ele procurou intensamente, e logo disse: “Não entendo; não sei o que tem
sucedido; somente posso dizer que não há nenhum tumor ali. Tem desaparecido. Não
o posso explicar. Sra. Branham, você não tem nada porque se preocupar.”
233 Logo o irmão Branham telefonou para ela de Shreveport. Ela disse: “Billy,
sabes que o tumor...” Antes que ela terminasse, ele lhe disse: “Sim, amor, sei,
o tumor desapareceu.” E lhe seguiu contando a história de como o Senhor lhe
havia dado aquela tremenda promessa.
O DOM DE DEUS PARA A IRMÃ HATTIE RIGHT
234 Durante a temporada de caça de esquilos no ano de 1962, o irmão Branham e o
irmão Wood, foram convidados à casa da irmã Hattie Mosier para jantar. A irmã
Hattie é uma viúva cristã mui bondosa, que com seus dois filhos subsiste com o
que o bem-estar público lhes dá. Não obstante, ela era mui fiel com seus
dízimos, e lhe agradava ajudar aos demais, sem pensar em sí mesma. Tinha uma
irmã paralitica que nunca havia caminhado. Esta piedosa mulher era um testemunho
de Deus, e o ambiente de seu lar, era dígno de uma verdadeira cristã.
235 Enquanto jantavam juntos, falavam da bondade do Senhor. O irmão Branham
falava da Palavra, do ministério do Espírito e da bendita graça de Deus; e
enquanto falavam, a irmã Hattie, sentindo a bênção de Deus, disse: “Irmão
Branham, isso é a pura verdade!” Ao dizer assim, o Espírito de Deus veio sobre o
irmão Branham, e disse a ela: “Irmã Hattie Mosier, pelo que tens dito, o Senhor
acaba de me dizer que qualquer coisa que você pedir, a receberá.”
236 Uma unção celestial encheu aquele lugar onde estavam reunidos. Lágrimas
desciam pelas faces dos convidados, enquanto o irmão Branham lhe dizia:
“Qualquer coisa que você pedir, a obterá. O concedo no Nome do Senhor.” Assim o
repetiu o irmão Branham.
237 A irmã Hattie Mosier lhe disse: “Não sei o que pedir.”
238 “Você pode pedir por sua irmã paralitica, e ela será curada; vocês são
pobres e necessitam de dinheiro, peça-o se o deseja. Peça um milhão de dólares,
e se não cairem sobre a mesa, eu serei um falso profeta.”
239 Ela o olhou por um momento, e de seu coração disse: “Irmão Branham, meus
dois filhos não são salvos; isso é o que peço. Poderão eles serem salvos?”
240 Ele lhe disse: “Os entrego no Nome do Senhor.”
241 Os moços que haviam estado rindo e gesticulando como costumavam fazê-lo,
eles que nem sequer haviam pensado em sua salvação, nem sentiam nenhum desejo de
servir a Deus, de repente se puseram pálidos. O Espírito de Deus caiu sobre eles
e os estremeceu; e gritando cairam sobre seus joelhos em arrepedimento diante do
Senhor.
242 Aqueles moços foram salvos naquela mesma hora. Assintem ao tabérnaculo hoje
e vivem para Deus juntamente com os demais santos, participam da ceia do Senhor
e do lava pés; e ambos têm um bom testemunho diante de Deus, tanto em conduta
como em palavra.
A NUVEM DE ANJOS
243 Fazia muitos anos que o irmão Branham sabia por revelação, que chegaria o
tempo quando Deus lhe ordenaria que se mudasse para o Oeste. Sem ter ainda uma
revelação direta de Deus, ele sentiu o desejo de ir a Tucson, e assim o
planejou.
244 No dia 22 de Dezembro de 1962, enquanto se levantava de sua cama, lhe foi
mostrada uma visão. Nela viu a sí mesmo de pé numa montanha, olhando sobre
Tucson e inclinando-se para tirar de suas calças uns carrapichos que lhe haviam
pregado. Seu filho José estava de pé junto dele. Quando se endireitou, se ouviu
uma tremenda explosão procedente da parte sul do céu. Foi uma explosão tão
terrível que estremeceu a montanha, e fêz com que algumas pedras se
desprendessem de seu lugar. Enquanto este estrondo comovia a terra, um
resplendor de luz que se converteu num grupo de sete poderosos anjos, o tomaram,
e o levantaram a grande velocidade. O impacto desta visão foi tão tremendo que
se sentiu turbado por vários dias. Ele se perguntava se isto significava sua
morte, porém pensou que não podia ser, porque José estava de pé a seu lado, não
foi ferido por esta tremenda explosão. Depois de haver comentado esta visão com
o autor, em 26 de Dezembro, sentimos que os anjos que vieram com voz de trovão,
haviam sido enviados de Deus como um sinal de que ele chegaria a saber o
significado do capítulo 10 de Apocalipse, conscernente aos sete trovões que João
ouviu, porém que lhe foi proibido escrever. Isto era uma suposição, pois ninguém
estava seguro do que isto significava.
245 O irmão Branham imediatamente se mudou para Tucson. Não tendo campanhas pelo
momento, saiu a caçar nas montanhas com dois amigos, Gene Norman e Fred Sothman.
Estes irmãos, enquanto caçavam, não estavam em companhia do irmão Branham, mas
cada qual escolheu um caminho distante para caçar, a certa distância um do
outro. Estando o irmão Branham de regresso da montanha, se inclinou para tirar
uns carrapichos que haviam se pregado em suas calças. Enquanto o fazia, se ouviu
uma grande explosão que procedia da parte sul do céu, a qual estremeceu a
montanha até ao ponto que as rochas se desprenderam dela. As pedras menores
pareciam dançar no solo, enquanto o monte era sacudido pela explosão. No momento
ele teve a impressão que outro caçador o havia ferido, porque havia estremecido
tremendamente. Então sete anjos poderosos em forma de pirâmide ou formato de um
“V”, se aproximaram à velocidade da luz onde ele estava, e o tomaram. Ao mesmo
tempo desse terrível estrondo, ele subiu com eles. Então clamou uma voz:
“Regressa ao leste.” Então ele entendeu que já era tempo de regressar a
Jeffersonville para pregar os sete selos e revelar os mistérios dos trovões não
escritos no livro de Apocalipse.
246 Agora, eis a verdade: Os dois homens que estavam caçando com ele, correram
apressados em sua busca. Eles haviam visto a luz, porém nela não viram aos
anjos. Ouviram o tremendo rugir daquele trovão, procedente da parte sul. Logo
viram ao irmão Branham tremendo sob o impacto daquela visão tremenda.
247 Esta cena teve lugar ao outro lado de Flagstaff. Arizona. No mesmo dia deste
tremendo evento, no céu se formou uma nuvem de 30 milhas de largura por 26
milhas de altura. Esta nuvem se formou em certa parte da atmosfera onde não é
possível que elas se formem. Na investigação científica [muitas fotografias
foram tiradas], foi comprovado que naquela zona não havia passado nenhum jato de
ar, e eles não puderam explicar como havia sido possível a formação desta nuvem
a semelhante altura. Os meteorologistas escreveram uma reportagem sobre a forma
estranha desta nuvem. Todavia ninguém tem uma idéia de onde veio, como chegou
ali, e para onde se foi.
248 A gente que conhece a verdade, sabe que esta nuvem misteriosa foi formada
por anjos, a qual Deus permitiu que se manifestasse para confundir ao mundo.
249 Na revista “Life”, de 17 de Maio de 1963, se publicaram quatro fotos desta
nuvem. Também foi mostrada na capa da revista “Ciência” de 19 de Abril de 1963.
250 No mês de Março desse mesmo ano, o Rev. Branham regressou ao Leste para
pregar sobre os selos, e os pregou de 17 a 24 de Março. Este ensino foi algo
novo até mesmo para ele. De fato, ele ensinou em tal forma que teve que corrigir
certas coisas que anteriormente ele mesmo havia ensinado. A razão desta correção
foi, que cada dia enquanto ele esperava em Deus, aquele luz de côr âmbar
aparecia, e da mesma, a Voz de Deus lhe falava revelando-lhe toda a verdade
exata do conteúdo dos selos e das vozes que emitiram os trovões. O “Assim Diz o
Senhor” na boca de um profeta, tem regressado a nossa geração, a última geração,
porque todas as coisas estão se cumprindo de acôrdo com a Palavra de Deus.
CAPÍTULO IV
251 Havendo exposto, tanto nas Escrituras como na vindicação tão extraordinária
do profeta mensageiro, seria bom relacionarmos ambas, e desta maneira vermos a
maravilhosa obra de Deus. Pense por um momento no fato de que este homem, a
miúde é vindicado. Em outras palavras, tem havido ocasião quando ele tem dado
seu testemunho e tem pedido a outros que lhe aceitem como um homem enviado de
Deus. Não tem havido profeta que haja aparecido em cena, em tempo algum, que não
haja feito o mesmo. Quando Moisés apareceu ao povo de Israel, ele disse: “Deus
me falou da sarça ardente.” Logo procedeu a prová-lo com dois sinais que lhe
foram dados por Deus. A razão imediata teve duas manifestações. Alguns creram, e
outros disseram: “Nós não estávamos ali, como sabemos que Deus te falou da
Coluna de Fogo?” Porém isto não desalentou a Moisés; ele seguiu adiante porque
sabia que Deus lhe havia chamado; a Voz que lhe falou foi uma Voz escriturística,
portanto sabia a Quem estava obedecendo. Um verdadeiro profeta como Moisés, será
sempre um com a Palavra. A Voz que clamou da sarça, falou a Palavra de Deus tal
como havia sido dado àquele grande profeta Abraão. A voz disse: “Eu recordo da
promessa feita a meu povo.” Assim sendo Moisés escutou e obedeceu, e ao fazê-lo
assim, ele trouxe a promessa de Deus para o povo dessa geração.
252 Pense em João Batista, o maior profeta, pelo menos até esse tempo. Qual foi
seu testemunho?
“E eu não o conhecia; mas, para que ele fôsse manifestado a Israel, vim eu, por
isso, batizando com água.
E João testificou, dizendo: Eu ví o Espírito descer do céu como uma pomba, e
repousar sobre ele.
E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse:
Sobre aquele que vires descer o Espírito, e sobre ele repousar, esse é o que
batiza com o Espírito Santo.
E eu ví, e tenho testificado que este é o Filho de Deus.” S. João 1: 31-34.
253 Aqui temos a João com seu testemunho: “Deus me falou e me disse o que acabo
de dizer-lhes.” Também temos a reação imediata do povo com duas manifestações.
Alguns creram, porém outros disseram: “Não estivemos ali assim sendo, não
sabemos se houve uma voz ou não; além do mais, que sinal podes nos mostrar?”
254 Assim é com o irmão Branham. Ele afirma ver uma luz que aparece sobre as
pessoas; essa luz foi fotografada, e você pode vê-la neste livro. Contudo, mui
poucos a têm visto. Se você aceita ou deixa de aceitar esse testemunho, isto é
com você; recorde, agora mesmo você tem aceitado o testemunho de João, e ele não
teve os sinais que seguiram à maioria dos profetas.
255 Não obstante, com o irmão Branham tem sucedido como com Moisés, porque a
Coluna de Fogo é absolutamente escriturística, como o é também a Voz, porque
nunca se tem desviado da Palavra. Portanto, estamos destinados a ouvir e
aprender dele as promessas de Deus para a era presente.
256 O irmão Branham também afirma que um anjo lhe apareceu e até o descreve.
Você pode crer ou não; o que você opine é assunto seu. Nenhum homem deve
repudiar a outro, especialmente se o aludido esta baseado em razões
fundamentalmente bíblicas, já que as aparições angelicais são positivamente
escriturísticas.
257 Deus sustenta a revelação. Como foi com Paulo que veio com uma revelação
completa aos gentios, e Deus deu testemunho com diversos sinais, milagres,
maravilhas e dons do Espírito Santo; assim também Deus tem vindicado ao irmão
William Branham, porque as visões não têm falhado nenhuma só vez; nem tão pouco
tem havido ocasião quando ele haja dito: “Assim Diz o Senhor” que não haja tido
cumprimento.
258 Talvez nos censure pelo seguinte, porém é necessário dizê-lo: Há mui poucas
provas escriturísticas na Bíblia para vindicar o ministério de revelação de
Paulo. Não tinha muitas provas fenomenais da parte de Deus acerca da revelação
completa que ele professava ter, contudo, ninguém duvida, nem deve duvidar da
autenticidade, tanto do homem como de sua revelação. E hoje, este homem, William
Branham, tem tido literalmente milhares de vindicações manifestas da parte de
Deus, e sua vida contém todos os fatores que formam o ofício de profeta,
portanto é mister que seja recebido como o que é; ele deve ser recebido pelo que
é. O “Assim Diz o Senhor” na boca do irmão Branham, não é em nada diferente do
“Assim Diz o Senhor” na boca de Paulo, porque é o mesmo Espírito Santo falando.
259 O Espírito Santo que falou a Moisés da Coluna de Fogo é o mesmo Espírito
Santo que desceu em Pentecostes em forma de línguas de fogo, é a mesma Luz que
apareceu a Paulo no caminho de Damasco e é a mesma Luz que está conosco
novamente. Também a Voz é a mesma, porque tal como ontem, os mesmos sinais são
mostrados, e a declaração profética nunca falha. A mais alta incredulidade de um
homem se manifesta ao vir diante deste profeta, ouvir-lhe revelar sem erro algum
os segrêdos do coração das pessoas, ver-lhe discernir as enfermidades e
problemas dos aflitos que vêm por sua humilde oração e logo sair dizendo que ele
somente é profeta no discernimento, porém não na Palavra. Oh, homem sem fé! Não
pode você ver que o sinal é só com o propósito de atrair sua atenção para que
creia na Palavra? A Palavra é o que tem valor, e o sinal é só para conduzir-lhe
a Ela.
260 O homem de hoje procede como o de ontem, como sempre o tem feito. Quando
Jesus veio os atraiu com os milagres e maravilhas: converteu a água em vinho,
multiplicou os pães e os peixes, etc.; porém quando começou a ensinar diferente
de suas crenças e pregou as doutrinas verdadeiras, então eles se apartaram
d’Ele. Assim mesmo sucedeu com o irmão Branham quando apareceu em cena: milhares
foram curados sem falhar um; nada se deteve frente a sua oração; porém quando
veio ensinando a Palavra, a mensagem que Deus lhe deu, foi duramente repudiado,
porque diferia radicalmente com a crença das igrejas organizadas, assim como a
mensagem de Jesus diferia com a dos Fariseus, Saduceus, e demais organizações
religiosas de seu dia; porém Deus permanece fiel. Aquele que crê em seus
profetas será prosperado.
261 De 17 a 24 de Março de 1963, este homem recebeu por revelação direta de Deus
e através da Voz que lhe falou da Coluna de Fogo, a perfeita e exata
inerpretação dos Sete Selos. Estas mensagens foram pregadas de 17 a 24 de Março
de 1963 e estão em fitas gravadas e também em forma de livros.
262 A Voz que lhe falou explicando-lhe o conteúdo dos Selos, foi a mesma Voz que
deu a João o amado, a revelação original em forma de símbolos. Se há alguém que
negue a visão ou a considere falsa, nós só poderíamos perguntar-lhe: “Que prova
quer você para saber que um homem é profeta?” Você não pode ir além dos
requisitos que as Escrituras estabelecem. É Ela a que estabelece os requisitos
de um verdadeiro profeta. Então, todos estão cumpridos, não resta nada. Se você
quer um sinal pessoal, peça-o; isto só prova que a mesma incredulidade que
existiu ontem, existe hoje, porque enquanto os eleitos receberam a Cristo
baseados no sinal de discernir os corações dos homens, os fariseus cegos o
repudiaram e pediram outro. Mais tarde, depois de lhe haver crucificado, eles
segaram tudo o que haviam semeado; receberam horrenda recompensa de Deus quando
Tito destruiu a cidade com tão tremenda crueldade, que o sangue corria pelas
valas das ruas, enquanto as cruzes dos que foram condenados, enchiam a paisagem.
“Aquele que vos rejeita, a mim me rejeita”, ainda segue sendo a Palavra do Todo
Poderoso. As poderosas experiências na vida do irmão William Branham, são muito
numerosas e bíblicas para ignorá-las. Tomemos por exemplo, quando ele estava
batizando no rio Ohio, onde mais de 4.000 pessoas viram a Coluna de Fogo descer,
Uma Voz saiu daquela nuvem e falou dizendo-lhe: “Como João Batista foi o
precursor da Primeira Vinda de Cristo, assim tua mensagem será a precursora da
Segunda Vinda de Cristo”. Compare isto com João quando batizava no Jordão. João
era o profeta; a Palavra sempre vem ao profeta. Ali Cristo, a Palavra, veio
manifestado em carne. O precursor e o Rei se encontraram cara a cara. Quando
Cristo foi manifestado, então João teve que diminuir. Pense agora, no tempo
quando este profeta estava batizando no rio Ohio no ano de 1933; ele era um
profeta, porém desconhecido das pessoas como tal. Agora, a mesma Palavra volta
outra vez ao profeta, porque a Palavra sempre vem ao profeta. A mesma luz que
apareceu a Paulo e foi vista por muitos, uma vez mais apareceu e foi vista por
esta grande multidão de pessoas, e assim como somente Paulo ouviu a voz, assim
também somente o irmão William Branham ouviu essa voz, porém ele revelou o que a
Voz lhe disse; e mui logo essa Voz regressará para levantar Sua Noiva, porque
para isso é a mensagem, para preparar ao povo do tempo final. Oxalá aqueles que
têm ouvidos ouçam!
263 Quando o profeta de Deus pregou sobre as Eras da Igreja (o que está impresso
em foram de livro), pediu a Deus um sinal, como vindicação de que tudo o que ele
havia ensinado, lhe havia sido dado pelo Espírito Santo, e, por quinze minutos,
mais de 300 pessoas viram a Coluna de Fogo aparecer na parede do Tabernáculo
Branham em Jeffersonville, Indiana.
264 Tem sido assombroso para muita gente, que este profeta aos gentios do tempo
final haja nascido na América, de descendência irlandesa e Índia. Porém, ainda
que não tenhamos registro bíblico de seus antepassados, temos registro bíblicos
sobre seu nascimento na América. Em Zacarias 14: 6-7 falando em relação à Vinda
do Senhor, diz: “E acontecerá naquele dia, que não haverá preciosa luz nem
espessa escuridão; mas será um dia conhecido do Senhor; nem dia nem noite será;
e acontecerá que no tempo da tarde haverá luz”. O sol nasce e morre no oeste. O
Sol da Justiça nasceu no Leste, a Palestina. A igreja nasceu em Jerusalém. Desde
então, em cada era o evangelho tem ido se movendo para o Oeste, tal como se move
o sol, do Leste para o Oeste.
265 As últimas três eras têm sido as mais notáveis em seu movimento para o
Oeste. Na Era da Reforma [Igreja de Sardes], já estava na Europa Ocidental; na
Era de Filadélfia, se moveu mais ao Oeste, através do Canal, até a Grã Bretânia.
Nesta última era [Laodicéia] tem seguido através do Atlântico até a América, que
agora se tem convertido no vital bastão e disseminador do evangelho, como foi
anteriormente. Agora, se deixarmos as praias da América, estaremos regressando
para onde começou originalmente o evangelho, no Leste [Palestina]. Não há nenhum
outro lugar onde ir. Portanto, “no tempo da tarde haverá luz”, quer dizer, luz
na América. Assim sendo, indubitavelmente, o profeta-mensageiro deve sair desta
nação Norte Americana.
266 Muitos anos atrás, mesmo antes que esse homem fôsse conhecido, se profetizou
concernente a ele, chamando-o por seu nome. Se disse que antes da Vinda do
Senhor se levantaria um homem chamado William Branham, o qual seria conhecido
por seu ministério na costa ocidental da América. Ainda que estranho, porém
certo, seu ministério tem sido melhor recebido no ocidente, e Deus tem concedido
que poderosas maravilhas tenham sido feitas neste lugar. Além do mais, ele se
mudou de Jeffersonville, Indiana, a um estado do Oeste.
267 Como o ministério deste homem é realmente o ministério de Elias para esta
era, então podemos, com toda certeza, encontrar ampla descrição escriturística.
Examine a natureza de Elias. Foi a de um homem do deserto. Não era nem
sofisticado nem político em sua aproximação à era na qual havia de viver. Ele
estava total e cabalmente entregue ao Senhor, e sua mensagem não foi conhecida
além de uma mensagem genuína do Senhor. Ele se separou da ordem religiosa de seu
dia, a qual era a escola dos profetas e seus partidários; aborreceu a perverção
sexual e resistiu à profetisa [sistemas da falsa religião] de seu dia.
268 Agora, quando este ministério veio ao irmão William Branham, observamos em
sua vida as mesmas atitudes e respostas que vimos em Elias. Comparemos isto com
o caso de João Batista e outra vez veremos a mesma natureza, os mesmos atributos
e maneiras de Elias. Não há homem que viva hoje que tenha toda esta vindicação
natural e sobrenatural como este homem, William Branham, servo de Deus.
269 É certo que à miúde esta verdade é levada demasiadamente longe por gente
superticiosa; porém há uma verdade mui peculiar que não deve passar por alto,
contudo, tão pouco deve se dar um significado além de seu legítimo valor.
270 O nome original deste homem é Branam. Seu pai, por alguma razão, decidiu
acrescentar-lhe um “h” convertendo-o em Branham. Isto não mereceria nenhuma
atenção especial, exceto, que agora no campo espiritual há dois homens cujos
nomes terminam com “ham”. Graham e Branham. Para muitos, seus ministérios
particulares são os de maior alcance. Considere que estamos vivendo um tempo
semelhante aos dias de Ló. Encontramos agora uma coincidência mui peculiar: o
nome de Abrão teve de ser mudado para Abraão para poder receber ao filho
prometido; Abrão a Abraão. O nome Branam também foi mudado para Branham observe
seu ministério e verá nele ao profeta para esta era, assim como Abraão foi o
profeta para a sua. O irmão Branham recebe poder do Espírito Santo para tudo o
que se propõe fazer. Onde está o irmão Branham? Ele está nas igrejas chamando
aos homens para que escapem por suas vidas, mostrando-lhes o sinal de Sua Vinda,
o sinal do Messias. Isto é mais que uma mera coincidência, isto é um fato.
271 Leve este pensamento aos dias de Ló. Foi no calor do dia quando Deus
apareceu pela primeira vez a Abraão. Foi também num caloroso domingo do ano de
1933 quando a Coluna de Fogo apareceu pela primeira vez ao irmão Branham, sendo
vista por centenas de pessoas. Nesta ocasião ele foi avisado pela primeira vez
do que Deus estava por fazer. Isto sucedeu muito tempo antes de que se ouvisse
do Rev. Graham; porém agora, no tempo da tarde, exatamente no mesmo tempo quando
os anjos foram a Sodoma resgatar a Ló, se levanta este homem, o Rev. Graham,
para alertar aos homens da breve vinda do Senhor, instando-lhes a se
arrependerem de seus pecados e a escaparem por suas vidas.
272 Poderíamos muito bem perguntar-nos: “Quem é o outro homem que tipifica ao
outro anjo que lidou com os pecadores em Sodoma? Os três mensageiros do tempo de
Ló estavam numa mesma área, tipificando a três americanos desta era: Branham,
Graham e Roberts. Porém note que desses três nomes, o mundo só conhece a Graham
e Roberts. São estes os que aparecem no rádio, na televisão, etc. Onde está
Branham? Assim como o Senhor esteve com Abraão, está ali na montanha com os
eleitos, recebendo a revelação de Deus para corrigir as interpretações da
Palavra, de maneira que a Noiva possa voltar a ser uma Noiva da Palavra, e
novamente uma esposa leal; e possa mostrar as poderosas obras que são a porção
da igreja santificada.
273 O acima exposto, talvez pareça um pouco presunçoso. Pode se dizer que
ninguém tem o direito de exaltar a nenhum homem a um lugar tão elevado e
atribuir a outros um labor de menos importância. Porém não é assim. Isto não é
outra coisa senão a soberania de Deus. É Deus quem tem feito a eleição, não nós,
pense por um momento, não tem tido Deus sempre um só profeta maior em cada
época? Não é certo que Deus nunca tem usado a um grupo de homens para revelar a
verdade como muitos gostariam de nos fazer crer que sucede hoje? Nem mesmo ao
apóstolos lhes concedeu a revelação através de grupos. Pedro foi o primeiro
profeta e orador, logo Paulo; porém Paulo foi o mensageiro aos gentios. Logo
quando todos haviam morrido, exceto João, ele se convertou então no profeta da
época. Sem dúvida que isto é correto. Deus tem que ter também Seu profeta nesta
hora, e só a ele virá a interpretação correta da Palavra e a aplicação correta
para esta hora, através de Sua perfeita vindicação.
274 Pode se argumentar aqui, que se tal é o caso, e que se um profeta há de se
levantar entre nós, bem podia escrever outra Bíblia. Agora, consideremos isto
por um momento. O mesmo Espírito que escreveu a Bíblia está agora num homem para
revelar o conteúdo e a verdadeira interpretação dela. Isto é correto. E se esse
mesmo Espírito fôsse escrever outra Bíblia, esta seria exatamente igual à Bíblia
já escrita. Teria que ser assim, porque nenhuma só palavra poderia ser mudada;
nem mesmo um ponto ou um til. Por esta razão, seria uma insensatez sugerir outra
Bíblia. Portanto, não é outra Bíblia o que buscamos, mas a interpretação correta
da que já temos, e isto só vem ao profeta, quem dá essa revelação ao povo. Isto
é precisamente o que nos interessa: a revelação da Palavra; seu verdadeiro
significado através do mesmo Espírito que a inspirou.
275 Isto nos conduz a uma conclusão profunda: A voz deste homem será para nós
tão de Deus como foi a de Paulo para a primeira era da igreja.
“Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus: é que,
tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não
como a palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual,
com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes.” I Tess. 2: 13.
276 Negar que Deus haja levantado um profeta para revelar os ministérios das
eras neste tempo final, e negar que sua voz seja a Voz de Deus para esta
geração, é negar que a voz de Paulo foi a de Deus naquele tempo. Isto não faz
que o profeta seja literalmente Deus para as pessoas, mas de fato esclarece a
Êxodo 4: 16b: “E tu lhe serás por Deus.” Moisés era Deus para Arão porque a
Palavra veio a Arão através de Moisés. Arão não tinha o ofício de profeta,
portanto ele não podia ir diretamente a Deus em busca de revelação. Era Moisés
quem o fazia, e Arão o aceitou. O mesmo aconteceu hoje. Deus nos tem dito em
Apocalipse 10: 7 que um profeta será o que declarará os mistérios das eras, e
revelará os sete trovões que haviam estado selados. Chegamos então à conclusão
de que também nós ouviremos a Voz de Deus através de um profeta, quem será Deus
para nós na mesma capacidade que o foi Moisés para Arão. Ali termina tudo. Você
não pode ir além disto, nem tão pouco se atreva a dar-lhe menos importância da
que realmente merece.
277 Para esclarecer isto um pouco mais, compare a João 10: 34-36 com Salmos 82:
6: “Eu disse: Vós sois deuses, e filhos todos vós do Altíssimo.” Já sabemos que
a Palavra de Deus só vem ao profeta; não vem de nenhuma outra maneira. Paulo o
fez bem claro aos Coríntios. “Porventura a Palavra de Deus se originou no meio
de vós, ou veio ela exclusivamente para vós outros? “A Palavra sempre vem ao
profeta, e do profeta passa ao povo. Por conseguinte, Deus chama deuses àqueles
aos quais vem a Palavra. Os profetas sempre têm sido como Deus ao povo através
deste processo. Quando o profeta Samuel foi rejeitado, Deus lhe disse: Não têm
rejeitado a tí, mas a mim.” Samuel era como Deus para o povo através da Palavra
que vinha a eles por meio dele. As Palavras de Samuel não eram suas palavras,
mas as de Deus; assim sendo quando Samuel falava era Deus falando. Dessa maneira
Samuel era Deus ao povo. Isso nos leva atrás novamente, a Deuteronômio capítulo
18, quando o povo não quis que Deus seguisse lidando com eles diretamente, para
que não morressem, Deus desde então ouviu seu clamor e lhes enviou profetas.
Estes profetas, tratando com o povo através da vontade revelada de Deus, traziam
a presença de Deus ao povo.
278 Para esclarecer isto ainda mais, compare os três títulos dados a Jesus; Ele
foi chamado o Filho do homem, o Filho de Deus, e o Filho de Daví. Continuamente
se chamava a sí mesmo o Filho do homem devido a que Ele era o Profeta. Isto o
vemos mui claramente em Ezequiel quem sempre foi chamado por Deus, “Filho do
homem”. Ezequiel era profeta. Jesus era o Profeta. Hoje é o Filho de Deus
ressuscitado e glorificado. Ele há de ser o Filho de Daví quando vier em seu
reino Milenial. Agora, note bem isto, não o passe por alto: veja Lucas 17: 30:
“Assim será no dia em que o Filho do homem há de se manifestar.” Que dia? Como
foi no tempo de Sodoma. Que foi o que se revelou naquele dia? Não se manifestou
Deus em carne humana a Abraão e a Sara antes da chegada de Isaque o filho
prometido [tipo de Cristo]? Agora, se Jesus tem de revelar-se novamente como
Filho do homem nestes últimos dias, “Filho do homem” é o título que o identifica
como Profeta, então é necessário que o Espírito de Deus venha ao povo novamente
num profeta plenamente vindicado pelas Escrituras, que haverá de apontar ao povo
a Vinda do Filho [Jesus]. Assim sendo, para Deus permanecer fiel a Sua Palavra,
tem que enviar-nos um profeta. Estamos na expectativa, buscando a Elias. Assim é
evidentemente; isso é exatamente correto.
279 Deixe-me dizer-lhes novamente que o povo de Deus não se unirá em grupos de
diferentes idéias e crenças para ser aperfeiçoado para Sua Vinda. No tempo de
Moisés, unicamente ele veio com a Palavra. Foi somente um [João] que veio como
precursor de Jesus. Novamente será um profeta com a Palavra de Deus em todo o
mundo e os estabelecerá em Justiça. Para assegurar-se na verdade desta
afirmação, apenas olhe a seu redor e pergunte-se a sí mesmo, “Quem está de
acôrdo em matéria das Escrituras?” É evidente que as pessoas não são de um só
pensar. Necessitamos novamente da mente de Deus; necessitamos novamente de um
“Assim Diz o Senhor”; necessitamos de um profeta vindicado.
280 Seria difícil terminar esta dissertação sem comentar sobre o que poderia ser
o principal argumento de alguém. Há quem disputa que Deus não se manifesta na
vida de um cristão através de atos de poder, mas através dos frutos do Espírito
somente. Porém em nossa maneira de entender, tem que existir ambos; tão
necessário é um como o outro, de acôrdo ao que foi revelado a Paulo, quem tinha
ambas as coisas: o poder e os frutos. O que se atribue a Paulo, poderia muito
bem agora se atribuir a William Branham, o mensageiro de Deus para esta era.
Ainda que todo homem pudesse repudiar seu ministério e estigmatizá-lo como
falso, seus argumentos, finalmente chegariam a se desmoronar ao confrontar com
sua vida consagrada. Nenhum homem caminha com tanto poder, e contudo, com tanta
humildade. Ele, invariavelmente, estima aos demais acima de sí mesmo. As
necessidades dos demais são sempre postas primeiro que as suas. Ele nunca se
defende ante seu inimigo, antes encomenda tudo a Deus. Ele nunca solicita ou
procura que lhe paguem quando é defraudado. Nunca se pode dizer que o irmão
Branham haja, em alguma ocasião, se recusado a dar quando estava em seu poder
fazê-lo. Neste tempo, quando todos buscam grandeza, ele busca constantemente
manter-se pequeno, de maneira que Deus possa receber toda a glória. Nunca tem
buscado ter grandes programas. Não tem grandes possessões. Nunca põe ênfase no
dinheiro. Nunca tem pedido ser servido, pelo contrário, busca a maneira de
servir melhor a outros. Em tempos difíceis de grandes provas, encontrando-se
triste e solitário, tem servido ao seu Criador; o tem honrado e amado de igual
maneira. Se alguém, por seu próprio critério deseja buscar frutos em abundância,
olhe a este profeta de Deus com admiração e seja estimulado a seguir tais
pisadas.
281 Finalmente, queremos deixar assentado que se este é o homem, tal como o
temos entendido, não causará também uma atitude indevida em alguns daqueles que
militam juntamente com ele? Isto é certo. Haverá aqueles que lhe atribuirão
aquilo que ele não é; pelos tais lamentamos. Haverão outros que o denunciarão e
tratarão de destruí-lo; tememos pelos tais, tendo em memória a Miriã e aos
filhos de Arão e aos principais de Israel, que murmuraram contra Moisés. Porém,
pelos que mais há que temer é por aqueles que não lhe darão o lugar para o qual
Deus o tem escolhido, porque seus corações serão entenebrecidos e chegarão a se
endurecerem tanto, até ao ponto de blasfemarem contra o Espírito de Deus. Porém
para aqueles que receberão ao profeta em nome de profeta devemos assinaladamente
recordar-lhes a Palavra de Deus: “Recebereis a recompensa de profeta”, e tudo o
que envolve o ofício de profeta. Em poucas palavras, tudo o que Deus derramar
sobre Sua gente através dele, tudo isso será seu.